quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fluminense perde no Paraguay e está fora da Libertadores


A alcunha de time de guerreiros é justa, mas, pelo menos na noite desta quarta-feira, fez mal ao Fluminense. O Tricolor, que entrou em campo com a vantagem de ter vencido no Rio de Janeiro por 3 a 1, achou que marcar e ter raça garantiria sua vaga nas quartas de final da Libertadores. Enganou-se. Abdicou do ataque, não fez questão de ter posse de bola e praticamente entregou de bandeja o jogo para o Libertad. Resultado: derrota por 3 a 0 no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, e adeus ao sonho do título inédito. Uma eliminação dolorosa para a equipe e, claro, para os cerca de 200 tricolores que foram à capital paraguaia para torcer em mais uma batalha. Entre os torcedores, o ex-jogador e grande ídolo, o compatriota dos donos da casa, Romerito.

O Libertad aguarda agora pelo vencedor do confronto entre LDU e Vélez Sarsfield, que se enfrentam nesta quinta, em Quito. No primeiro duelo, vitória dos argentinos por 3 a 0. O primeiro jogo das quartas será na próxima semana, ainda sem data e horário definidos.

Flu espera, e Libertad vai na marra

Mais por obrigação do que por competência, o Libertad foi para cima do Fluminense e pressionou desde o primeiro minuto. Mas só assustava mesmo com sua principal arma: as bolas aéreas. O Tricolor preferiu se fechar em seu campo e só partir para o ataque na boa.
Aos 15 minutos, ‘duas’ alterações no Flu: Diogo entrou na vaga de Valencia, que sentiu um problema muscular, e Fred foi obrigado a vestir uma touca de natação, pois levou uma cotovelada no supercílio direito, uma região difícil de se manter um curativo.
Aos 19, a primeira chance de gol: após cruzamento da direita, Samudio cabeceou forte para uma boa defesa de Ricardo Berna. Aumentava a pressão dos donos da casa. Dois minutos depois, Gamarra arriscou de longe, para outra intervenção difícil do goleiro tricolor.
Fred Fluminense x Libertad (Foto: Photocamera)Fred discute com um adversário durante o primeiro tempo (Foto: Photocamera)
Pelo que jogava até então, o Fluminense mostrava que estava em busca de mais uma classificação emocionante, sofrida. Não só não ameaçava os paraguaiso, como se atrapalhava na defesa. Como aos 26, quando Diguinho atrasou bola para Berna, que tentou isolar e acertou o pé direito de Gamarra. A bola bateu na trave antes de sair.
Aos poucos, o ímpeto paraguaio foi arrefecendo, deixando o Tricolor menos pressionado e com um pouco mais de posse de bola. Aos 42, Conca cobrou falta da esquerda, e Diogo, de cabeça, acertou a bola no travessão. Fim de papo na primeira etapa, mais 45 minutos para a classificação tricolor.

O sofrimento de sempre

No segundo tempo, pouco antes dos dez minutos, duas chances de gol para o Libertad: aos nove, Gamarra entrou livre e chutou para boa defesa de Berna. Em seguida, Bonet cruzou da direita, a bola passou pela defesa, e Pavolovich, completamente livre na pequena área, não conseguiu completar para o gol vazio.
Mas aos 12, não teve jeito. Rojas chutou de longe, Berna foi sem convicção na bola e a deixou passar à sua direita: 1 a 0 Libertad. O jogo, obviamente, ficou mais duro, com os dois times aparentando nervosismo, ansiedade. O Fluminense tentou e assim conseguia viver mais um drama.
Aos 27, Marquinho puxou um contra-ataque, tocou para Fred no lado esquerdo da grande área. O atacante, no entanto, tocou mal, longe do gol de Vargas. Pouco depois, Enderson Moreira tirou Rafael Moura, que não fez um bom jogo, e colocou Araújo.

O jogo se encaminhava para o fim, e os nervos tricolores trincavam de preocupação. E dá-lhe pressão paraguaia. E aos 40, Samudio, numa bomba de canhota de fora da área, mandou a bola à esquerda de Berna, que dessa vez não teve culpa alguma.

Restava ao Tricolor mostrar de novo seu espírito guerreiro e tentar o gol que daria a classificação. Mas ele não veio. O que saiu foi o terceiro gol do Libertad. Após jogada da direita, Nuñez se antecipou à zaga e tocou para o fundo das redes. Antes do apito final, Mariano ainda foi expulso por falta violenta no próprio Nuñez no meio de campo.

Inter perde para o Peñarol e dá adeus a Libertadores

Alejandro Martinuccio comemora gol do Peñarol contra o Internacional (Foto: EFE)É um pesadelo. Em algum momento nesta quinta-feira, cada torcedor colorado espera despertar suado, com o coração acelerado, e perceber que não é verdade que o Inter levou 2 a 1 do Peñarol em casa e deu adeus à Libertadores. Cada sujeito que veste vermelho há de acordar no meio da madrugada, assustado, e se dar conta que, imaginem, o Inter do ídolo Paulo Roberto Falcão, com o talento de D’Alessandro, com os gols de Leandro Damião, simplesmente não pode ter levado uma virada em casa na noite desta quarta-feira, simplesmente não pode ter visto a esperança do tricampeonato continental morrer em cinco minutos inexplicáveis, simplesmente não pode ter transformado uma vaga que parecia encaminhada em decepção. Bobagem. Tudo bobagem. O Inter está, sim, fora da Libertadores da América. Pesadelos também podem ser reais.
Foi inacretivável. O Inter abriu 1 a 0 na largada do jogo e ficou com a vaga na mão. Mas o Peñarol foi lá e virou, com dois gols em cinco minutos, no início do segundo tempo, diante de um adversário adormecido, perdido, pasmo. Oscar fez o gol dos brasileiros. Martinuccio e Olivera marcaram para a equipe de Montevidéu.
Paulo Roberto Falcão, em seu retorno à Libertadores, revive o drama de três décadas atrás, novamente para um uruguaio. Em 1980, perdeu a final para o Nacional; em 2011, caiu nas oitavas de final para o Peñarol.
Os carboneros aguardam a definição de seu oponente nas quartas de final. Será o Grêmio ou o Universidad Católica. Ao Inter, resta se livrar do pesadelo, chorar sua dor e encarar os dois Gre-Nais decisivos do Gauchão.
 
Piscou o olho, perdeu o gol de Oscar
Tinha colorado comprando cachorro-quente. Tinha colorado ao telefone. Tinha colorado entrando no estádio. Tinha até colorado estacionando o carro. E lá foi Oscar, em um piscar de olhos, colocar o Inter na frente. Tinha só um minuto o jogo no Beira-Rio quando o guri tabelou com Leandro Damião, avançou com a bola e mandou o chute no canto esquerdo do goleiro Sosa. Mal parecia verdade. Cedo, muito cedo, mais cedo do que os colorados mais empolgados poderiam sonhar, o Inter estava na frente.
Era a melhor notícia do mundo para aquela massa vermelha que ainda se acomodava no estádio. Com o gol, era certa a vitória, estava combinado o passeio, estava tudo perfeito, certo? Nada disso. O toque da bola na rede dos carboneros pareceu uma senha para o Peñarol mostrar as garras, expor os dentes e ir para o ataque. Aconteceu aquilo que vem ocorrendo sistematicamente com o Inter de Falcão: o oponente conseguiu circular com a bola, mas sem criar grandes chances. Quando criou, quase provocou um infarto coletivo no Beira-Rio.
Se não tivesse torcida do Peñarol (e muita: umas 2 mil pessoas), seria possível ouvir os grilos do Beira-Rio aos 15 minutos, tamanho o silêncio que envolveu o Gigante quando Freitas subiu na primeira trave e cravou a testa na bola. O lance redimensionou o conceito de susto. A bola foi em diagonal na direção do gol, inalcançável para Renan, irremediável para a zaga. Tinha todo o desenho de gol. Mas ela saiu. Graças a todos os santos colorados, ela saiu.
E graças a Bolatti, uma outra não entrou. Após escanteio da esquerda, a bola tomou o rumo do gol. Se o volante argentino não estivesse por ali, a vitória parcial teria virado empate no primeiro tempo. O jogador cortou na pequena área.
Mas nem tudo foi susto. O Inter, sustentado em um esquema 4-5-1, com Oscar, D’Alessandro e Andrezinho na articulação, criou suas chances também, e até em maior número do que o Peñarol. Andrezinho mandou três chutes, todos tortos, para fora. D’Alessandro mandou colocado, também para fora. E Kleber teve a melhor das oportunidades desperdiçadas. Recebeu pela esquerda, após bom tabelamento de Kleber e Damião, e mandou chute cruzado – de novo, para fora.
Duas punhaladas
Para uma torcida que já venceu o Barcelona e já perdeu para o Mazembe, poucas coisas soam inacreditáveis, seja para o bem, seja para o mal. Mas não pareceu real o que aconteceu nos primeiros cinco minutos de segundo tempo no Beira-Rio. Parecia pegadinha aquela bola entrando com bizarros 11 segundos. Parecia piada de mau gosto aquela outra bola morrendo na rede de Renan logo depois. Em tão pouco tempo, duas punhaladas. Absolutamente impossível de acreditar.
O Beira-Rio mergulhou em um misto de incredulidade, tristeza, preocupação e desejo de apoiar. Do outro lado, a torcida do Peñarol vivia segundos de êxtase, de surto, de euforia. Foi tudo tão rápido... O primeiro gol foi na saída de bola, uma arrancada de Martinuccio, o melhor jogador do Peñarol, caçado inutilmente por Bolívar. No segundo, Aguiar cruzou da esquerda e Olivera, muito bom centroavante, fuzilou Renan de cabeça.
O jogo virou uma roleta-russa para o Inter. Ao mesmo tempo em que precisava atacar, o time de Paulo Roberto Falcão corria riscos absurdos atrás. Freitas, com o gol vazio, perdeu chance clara em rebote de Renan, após cruzamento da direita. A defesa colorada estava em curto-circuito.
Cada tiquetaquear do relógio era um rasgo a mais na esperança colorada. Por que cargas d’água o tempo corria tão rápido? Quem diabos acelerava aqueles ponteiros? Com 20 minutos, o Inter não tinha criado bulhufas no segundo tempo! Falcão, antes disso, agiu. Colocou Ricardo Goulart, estreante na Libertadores, e Tinga nos lugares de Andrezinho e Oscar. Não deu certo.
O Inter até criou chances. D'Alessandro fez grande jogada pela direita, dentro da área, e rolou para Bolatti, que chutou fraco, em cima da zaga. Rafael Sobis arriscou de longe, mas Sosa pegou. Tinga perdeu gol feito. E o relógio rasgando a alma vermelha. E os ponteiros sendo acelerados por alguma entidade uruguaia misteriosa. E o pesadelo ganhando forma.
Todos os colorados vão acordar nesta quinta-feira, porque a vida segue. Mas o duro será perceber que não foi só um pesadelo. Foi real. E essa realidade machuca...
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Santos é o Primeiro brasileiro a se classificar para as quartas de final , ao empata em 0x0 com o América


Nem Ganso, muito menos Neymar. A noite desta terça-feira, em Querétano, foi toda da defesa santista. Toda de Rafael. Com pelo menos cinco grandes defesas, principalmente no segundo tempo, ele garantiu o 0 a 0 com o América, no México, e carimbou a passagem do Santos às quartas de final da Taça Libertadores.
Foi praticamente um duelo à parte. O camisa 1 do Peixe tinha como seu maior problema o atacante Reyna, artilheiro do time mexicano. Chute da esquerda, da direita, à distância. Todos rebatidas para fora por Rafael, que apontava para o céu e se benzia a cada espalmada.
Com o resultado – o Santos venceu o primeiro jogo na Vila Belmiro, na semana passada, por 1 a 0 - , o Peixe avançou no torneio e agora espera o vencedor da disputa entre Cruzeiro e os colombianos do Onze Caldas – o time brasileiro venceu o primeiro jogo por 2 a 1, fora de casa.
Depois da batalha no México, o time alvinegro volta seus olhos para a decisão do Campeonato Paulista. Neste domingo, no Pacaembu, o time tem o primeiro confronto com o Corinthians. E torce para que Rafael mantenha o bom momento desde que Muricy Ramalho assumiu o time – foram apenas dois gols sofridos em oito partidas.
Zé Eduardo Santos Mosquera América-MEX (Foto: Reuters)Zé Eduardo disputa bola com Mosquera (Foto: Reuters)
Marcação para conter o América
Frio, vento forte e gelado, gramado castigado, 40 mil pessoas torcendo contra e o América-MEX precisando vencer. Eram vários os adversários do Santos nesta terça-feira à noite, em Querétaro. Se não sofresse gols, o Peixe avançaria às quartas de final. Nos primeiros 45 minutos conseguiu, com marcação forte no meio de campo.
 Houve sustos em algumas bolas aéreas, que sempre foram um tormento para a zaga santista. Logo aos 5 minutos, Montenegro cobrou falta pela direita. A bola pingou na área e encobriu Valenzuela, que não conseguiu acertar o cabeceio, perdendo grande chance.
O Peixe, aos poucos, foi tentando controlar o ímpeto adversário com toque de bola. Ganso buscava se aproximar de Neymar. Os dois até trocaram passes, mas não conseguiram penetrar a zaga mexicana. O América tentava imprimir um ritmo forte, mas errava alguns passes nas saídas. O jogo das Águias só saía quando a bola caía nos pés de Montenegro. Aos 22, ele cobrou escanteio da direita. Mosquera subiu mais que Dracena, cabeceou e acertou a trave. Peixe escapava de mais uma.
Houve ainda, aos 31, uma outra jogada de perigo do América. Montenegro, sempre ele, recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro, tirando a bola do alcance de Rafael. Sanchez chegou atrasado e não acertou a bola. Enquanto isso, torcedores do América, que estavam atrás do gol defendido por Rafael, passaram a atirar sinalizadores na direção do goleiro santista. A polícia teve de ser acionada e houve um princípio de tumulto, logo controlado.
A partir daí, o Santos passou a ficar mais com a bola, não permitindo a aproximação do adversário. A torcida mexicana foi se aquietando. Não havia mais pressão. O Peixe passou a trocar passes até o apito do juiz.
São Rafael!
O Santos voltou melhor para o segundo tempo, mais adiantado, tocando bola no campo de ataque do adversário. Logo aos 4 minutos, Ganso, cobrando falta que ele mesmo sofreu, carimbou a trave direita de Ocha. Logo em seguida, o técnico Carlos Reinoso começou a mexer no América. Reyna, artilheiro do Campeonato Mexicano, com 13 gols, entrou no lugar de Pardo. Três minutos depois, o grandalhão Esqueda entrou no ataque, na vaga de Sánchez.
O América passou a dominar a posse de bola e levar perigo. Muricy, então, resolveu subir a estatura do time. Primeiro, colocou Possebon no lugar de Arouca. Depois Bruno Aguiar na vaga de Zé Eduardo. Essa segunda mudança, que deu muito certo no clássico contra o São Paulo, sábado passado, no Morumbi, semifinal do Paulistão, deixou o time retraído demais nesta quarta. O América foi para o abafa.
Aos 18, Reyna mandou uma bomba de esquerda. Rafael espalmou. Depois, aos 25, Esqueda foi lá em cima e concluiu cruzamento da esquerda. Rafael, de novo, salvou. O Peixe estava sufocado. Não conseguia sair de trás. O jogo se tornava dramático.
A bola não chegava na frente. Nas raras vezes que ela chegava a Neymar, isolado, ele abusava dos dribles. Assim, o campo era todo do América. E Rafael ia se desdobrando. Aos 31, Reyna de novo mandou o chute de fora. Agora de direita. O goleiro santista se esticou todo para espalmar. No minuto seguinte, o camisa 18 do América ganhou presente da zaga santista, que saiu errado, e tentou o chute colocado. Rafael de novo. Uma muralha.
A pressão mexicana era enorme. Aos 34, Reyna de novo, cobrou falta colocada. Acertou o travessão. A torcida, entusiasmada, gritava: “Si, se puede (Sim, é possível)”. Muricy Ramalho, por sua vez, se descabelava à beira do campo a cada tentativa de saída equivocada de sua equipe.

Barcelona e Real Madrid empatam 1x1 , mas o barça avança

Por Futbasnoticias.blogspot.com
O Barcelona jogou como Barcelona, se impôs diante do Real Madrid e conquistou a vaga na final da Liga dos Campeões. Na tarde desta terça-feira, no Camp Nou, o time catalão cansou de perder oportunidades, principalmente com Lionel Messi, e empatou por 1 a 1 com os merengues. Por conta do triunfo por 2 a 0 no jogo de ida, no Santiago Bernabéu, a equipe comandada por Pep Guardiola carimbou o passaporte para Wembley, na Inglaterra, mesmo local da conquista do primeiro título da equipe na Champions League, em 1992.
Assim como na semana passada, os jogadores do Real Madrid reclamaram da arbitragem. Desta vez, o motivo foi um gol mal anulado pelo árbitro belga Frank de Bleeckere logo no início da etapa final. O tento colocaria os merengues na frente dos rivais e, provavelmente, mudaria a história do jogo. O juiz, inclusive, foi citado pelo técnico José Mourinho por um suposto erro na Champions do ano passado quando expulsou Thiago Mota, do Inter de Milão, clube comandado pelo gajo na época

Com a classificação, o Barcelona está à espera do vencedor do duelo entre Manchester United e Schalke 04. As duas equipes decidem a vaga na decisão da Liga dos Campeões nesta quarta-feira, 15h45m (de Brasília), no Old Trafford, na Inglaterra. No primeiro jogo, os Diabos Vermelhos venceram por 2 a 0. 
Pedro comemora gol do Barcelona contra o Real Madrid (Foto: EFE)
Pedro comemoraBarça pressiona, e Real não dá um chute a gol na etapa inicial
Cristiano Ronaldo e Daniel Alves na partida do Barcelona contra o Real Madrid (Foto: Reuters)Cristiano Ronaldo tenta desarmar Daniel Alves na
partida entre Barça e Real Madrid (Foto: Reuters)
Enquanto Guardiola mostrou a mesma ousadia de sempre no Barça, com toques e posse de bola, José Mourinho não pôde comandar a equipe na beira do gramado por ter sido expulso no jogo de ida. O português preferiu nem se arriscar no Camp Nou e acompanhou a partida do hotel onde a delegação merengue está hospedada na Catalunha.
Com Mourinho longe, o Real Madrid entrou em campo com o esquema tático que predominou durante toda a temporada: o 4-2-3-1. As alterações foram em peças. Sérgio Ramos, suspenso, Khedira, machucado, e Özil, no banco de reservas, foram substituídos, respectivamente, por Arbeloa, Lass Diarra e Kaká, que voltou a ser titular após estar completamente recuperado de um problema no joelho.
Nos jogos anteriores contra o Barcelona, José Mourinho preferiu atuar sem centroavante, com Özil e Cristiano Ronaldo se revezando no comando do ataque. Já o Barça... O esquema de sempre: o 4-3-3. Com muito toque e posse de bola, características adotadas pelo comandante Pep Guardiola desde que assumiu a equipe, em 2008. 
E o confronto no Camp Nou começou mais frio do que se imaginava. O Real Madrid, apesar do retorno do esquema, não conseguia chegar com força ao ataque. O Barcelona usava o expediente de sempre: posse de bola até encontrar um buraco na defesa rival. Até aos 20 minutos da etapa inicial, nada. Nem os catalães, nem os merengues.
Porém, a partir daí, o Barcelona encontrou o caminho das pedras e só não abriu o marcador por conta da ótima atuação de Casillas. A primeira chance clara de gol aconteceu aos 21 minutos. Xavi cobrou escanteio da direita na cabeça de Busquets. Completamente sozinho na marca do pênalti, o espanhol pegou mal na bola e o arqueiro defendeu com tranquilidade no meio da meta.
Messi na partida do Barcelona contra o Real Madrid (Foto: Reuters)Messi foi o destaque do primeiro tempo da partida desta terça-feira (Foto: Reuters)

Aos 30, Messi começou a desequilibrar a partida e perdeu duas chances claras de abrir o marcador. Na primeira, aos 31, o argentino recebeu na direita, avançou para a meia-lua e bateu colocado. Casillas fez a defesa com segurança. No lance seguinte, aos 32, o camisa 10 do Barça dominou na entrada da área, deu um belo corte em Xabi Alonso e pegou mal na bola, que passou à esquerda do arqueiro do Real.
O domínio do Barcelona seguiu latente na primeira etapa. Aos 33, Messi desarmou Lass Diarra no meio-campo e puxou o contra-ataque. O hermano rolou para David Villa no bico da grande área, que chutou colocado, obrigando Casillas a se esticar todo para evitar o primeiro gol dos donos da casa.
E nada do Real acordar para pressionar o Barça, no Camp Nou. Aos 35, Villa recebeu pelo lado esquerdo e cruzou para Iniesta. O espanhol só deu um toque na bola, que ficou à feição de Messi. O argentino soltou a bomba e Casillas fez outra grande defesa. Na etapa inicial, os merengues não deram um chute a gol.
Casillas faz defesa na partida do Real Madrid contra o Barcelona (Foto: AFP)Casillas fez ótimas defesas no primeiro tempo e salvou o Real Madrid no Camp Nou (Foto: AFP)
Gol mal anulado no início da etapa final é motivo de reclamação no Real
Antes do início do segundo tempo, um torcedor invadiu o gramado e foi contido pelos seguranças. Com a bola rolando, o Real Madrid foi quem buscou o ataque logo no primeiro minuto. Cristiano Ronaldo arrancou do meio-campo, passou por um adversário e a bola sobrou para Higuaín, que tocou para o gol. Porém, na queda após o passe, CR7 derrubou Mascherano e o árbitro marcou falta do gajo, anulando o lance de forma equivocada (assista ao lado).
A pressão inicial da etapa final não assustou o Barcelona. Aos oito, Valdés iniciou a jogada na defesa e tocou para Daniel Alves na lateral direita. O brasileiro rolou para Iniesta na intermediária. O espanhol percebeu a entrada de Pedro nas costas de Marcelo, que não acompanhou o atacante, e fez um lindo lançamento para o camisa 17. O jogador invadiu a área e tocou na saída de Casillas: 1 a 0 para os donos da casa.
A princípio, Mourinho não poderia dar instruções por estar suspenso pela Uefa pela expulsão no jogo de ida, no Santiago Bernabéu. Mas recebendo informações ou não, o assistente Aitor Karanka acertou ao tirar Kaká para apostar na entrada de Özil. Minutos antes, aos nove, Adebayor já havia substituído Higuaín.
O Real Madrid subiu de produção e passou a atacar o Barcelona. Tudo o que não fez em Madri ou na etapa inicial do confronto no Camp Nou. Aos 18, os merengues foram premiados pelo esforço. Di María recebeu dentro da área e chutou na trave. Na sobra, o próprio argentino cruzou para Marcelo, que chutou no contrapé de Valdés: 1 a 1.
jogadores do Barcelona comemoram gol contra o Real Madrid (Foto: AFP)Jogadores do Barcelona comemoram gol marcado por Pedro contra o Real Madrid (Foto: AFP)
A partida ficou pegada com a proximidade doapito final. Marcelo abusou da virilidade e fez falta dura em Messi, sendo advertido com o amarelo. A resposta do argentino? Na bola. No minuto seguinte, caneta em Ricardo Carvalho em contra-ataque do Barça. Aos 34, o Camp Nou começou a gritar o nome de Abidal. O francês, que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no fígado há 42 dias, foi chamado por Guardiola para o aquecimento.
No último minuto, Abidal entrou na vaga de Puyol e foi ovacionado pelo público. O jogador foi aplaudido de pé pelos torcedores que foram ao estádio. Pouco tempo depois, o belga Frank de Bleeckere apitou o fim do confronto e o francês foi atirado para o alto pelos companheiros, felizes com o seu retorno e, claro, com a classificação à final da Champions.
Jogadores do Barcelona comemoram classificação com Abidal (Foto: AFP)Jogadores do Barcelona comemoram o retorno de Abidal à equipe (Foto: AFP)
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Olhar Tático:
Com mais um Show de Leonel Messi , o Barcelona passou de fase , e chegou a mais uma final da Champions League , e com toda a Justiça , o Real madrid nesse jogo o de hoje , jogou bem , mas não o suficiente pra parar a equipe de melhor do Mundo , que para mim vencerá essa liga dos campeões . Messi  , Xavi , Iniesta , Pique , Puyol ,  a qualidade do Valdes em saber jogar tambem com a bola nos pés , é imprescindível isso . O Real Madrid , tem otimos Jogadores , mas que nos dois jogos estiveram apagados . Cristiano Ronaldo , ózil , Kaká hoje teve sua chance e não fez o que se esperava  dele . 
Agora o Barça espera , Manchester ou Shalke , o primeiro jogo foi 2x0 para o time da inglaterra . 

domingo, 1 de maio de 2011

Arbitro abusa da autoridade e Prejudica o Grêmio no Grenal

Coloca o Arbitro que não sabe apitar , para apitar uma decisão de Campeonato Gaúcho, ainda mais quando se trata de um Grenal , muitas vezes pode ser arriscada , e foi equivocada a federação Gaúcha em Colocar um Arbitro tão fraco (Márcio chagas da silva) , sendo que no sorteio realizado do outro lado da moeda tinha Leandro Voaden . 
O Arbitro se equivocou em varios lances prejudicando muito a equipe do Grêmio . 
No gol de Damião , ele derruba o Zagueiro Rodolfo fazendo a famosa cama de gato e com isso ganhando vantagem sobre o zagueiro tricolor e concluindo por cima do goleiro marcelo grohe . 
Marcando faltas equivocadas , não dando a legitima vantagem que os Jogadores do Grêmio levavam sobre a Jogada , parando o jogo para marcar a falta e assim atrapalhar o ataque do Tricolor . Em um lance já no segundo tempo , cruzamento pra área do Inter , e o meio-campo Andrézinho , desvia a bola para a linha de fundo . O que vocês acham que o Arbitro assinalou?
Tiro de meta , desde quando me conheço por gente , e o futebol isso seria um legitimo escanteio ... 


Arbitro Muito fraco realmente! prejudico o Grêmio  , e prejudicará se for colocado para apitar as duas decisões que envolve mais dois jogos para decidir o Gauchão 2011 . 


Um Recado 


FORA PAULO ODONE 
FORA ESSA DIREÇÃO TÃO MEDIÓCRE , QUE TRATA O GRÊMIO COMO TIME PEQUENO . FORA! 
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@foraodone