domingo, 26 de junho de 2011

Fluminense vence o Avai na ressacada 1x0



A primeira vitória do técnico Abel Braga em seu retorno ao Fluminense foi bem ao estilo tricolor: guerreira. Com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo, após a polêmica expulsão de Rafael Moura, o Tricolor ainda conseguiu dominar boa parte do jogo e derrotou o Avaí por 1 a 0 neste domingo, na Ressacada. Com muito frio em Florianópolis, o Tricolor reencontrou o caminho das vitórias após dois resultados negativos diante de Corinthians e Bahia. Já o time catarinense segue sem saber o que é vencer no Campeonato Brasileiro e deixou o gramado sob protestos de seus torcedores.
O nome do jogo foi o argentino Conca. De seus pés sairam várias oportunidades e ainda o gol da vitória tricolor. Na comemoração, todos os jogadores do Fluminense correram para abraçar o camisa 11, em um claro apoio diante das constantes críticas às atuações recentes do jogador na atual temporada. No finzinho, Conca deu lugar a Ciro e deixou o gramado muito aplaudido pelos tricolores que foram à Ressacada. Com o resultado, o time carioca chegou aos nove pontos e subiu para a sétima posição, enquanto os donos da casa continuaram na lanterna da competição, com apenas um ponto em seis jogos.
O Fluminense volta a campo na próxima quinta-feira, para enfrentar o Atlético-PR, às 21h (de Brasília), no Engenhão. Já o Avaí encara o Grêmio, um dia antes, às 19h30m (de Brasília), no Olímpico.
conca fluminense acleisson avaí (Foto: agência Photocamera)Conca tenta passar pela marcação do avaiano Acleisson (Foto: agência Photocamera)
Domínio, gol e expulsão exagerada
Com o frio que fazia na Ressacada, cerca de 10ºC, o jogo começou corrido. Logo no início, um recuo do zagueiro Gustavo Bastos, que o goleiro Aleks pegou com as mãos, gerou a primeira chance do Fluminense. O chute na barreira do atacante Rafael Moura mostrou a dificuldade que o Tricolor teria de chegar ao gol do Avaí em boa parte do primeiro tempo. Na cabeça do técnico Abel Braga, o esquema 4-5-1 treinando durante a semana não deixaria a equipe defensiva, uma vez que Souza, Marquinho e Conca tinham a missão de encostar em He-Man. Mas não foi isso que aconteceu nos primeiros 20 minutos.
Com os laterais Carlinhos e Mariano presos na defesa, o Tricolor tinha dificuldades na saída de bola. Lanterna do Campeonato Brasileiro com apenas um ponto em seis jogos, o Avaí justificava as vaias de seus torcedores com muitos passes errados. O time do técnico Alexandre Gallo só chegava perto do gol de Diego Cavalieri em jogadas de bola parada. E todas as chances iam, invariavelmente, para fora.
À beira do gramado, Abel Braga esbravejava a cada erro tricolor. De tanto reclamar, o técnico conseguiu acordar seus jogadores. Bastou Carlinhos e Mariano entrarem no jogo para o Fluminense passar a dominar a partida. Na defesa, o zagueiro Márcio Rosário se destacava com boas antecipações e passava segurança aos companheiros. No ataque, as chances começaram a surgir. Marquinho já tinha perdido uma ótima oportunidade na pequena área ao cabecear em cima de Aleks, quando o Tricolor abriu o placar. Marquinho cruzou, a bola passou por Rafael Moura e sobrou para Conca: 1 a 0, aos 37 minutos. A comemoração registrou uma bela cena: todos os outros nove jogadores do clube das Laranjeiras correram para abraçar o argentino, que vem sendo criticado por suas atuações na atual temporada.
Mas o que parecia o início de uma tarde tranquila para o Fluminense em Florianópolis, logo virou complicação. Um minuto após o gol tricolor, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira expulsou o atacante Rafael Moura, alegando cotovelada do atacante no zagueiro Gustavo Bastos em uma disputa normal de bola. Pouco antes, o juiz tinha dado apenas cartão amarelo para o volante Bruno após entrada por trás em Conca. 
Guerreiros tricolores; protestos avaianos
A já esperada pressão do Avaí em busca do empate começou junto ao apito início da segunda etapa. Com menos de um minuto, o goleiro Diego Cavalieri precisou se virar para evitar o gol de William. As duas substituições do técnico Alexandre Gallo, colocando Cleverson e Fábio Santos nas vagas de Bruno e Julinho, respectivamente, deixaram a equipe catarinense mais ofensiva. Sem Rafael Moura, Abel manteve o mesmo time para a etapa final, com Conca fazendo a função de único atacante.
Apesar da vantagem e da superioridade na posse de bola, o Avaí mostrava em campo por que começou a rodada na lanterna do Campeonato Brasileiro. Sem conseguir se impor, o time catarinense vivia de alçar bolas na área tricolor. Na melhor oportunidade, Rafael Coelho, livre, cabeceou para fora. Enquanto isso, mesmo sem um atacante de ofício em campo, o Fluminense seguia criando as melhores chances e quase ampliou o placar com Conca, duas vezes, e Carlinhos. No melhor espírito guerreiro, os tricolores corriam sem parar. O único que destoava era Souza, que não conseguia dar sequência às jogadas.
A última tacada do técnico Alexandre Gallo foi a entrada do atacante Maurício Alves no lugar do volante Acleisson. Abel, por sua vez, trocou Marquinho por Matheus Carvalho. O jovem tricolor puxou bons contragolpes e foi o Flu quem esteve mais perto de marcar.
Já no finzinho, Abel Braga tratou de segurar o jogo. Souza deu lugar a Fernando Bob, e Conca saiu para a entrada de Ciro. O Flu se protegeu bem e levou a partida até o apito final sem sustos. O técnico Abel reuniu os atletas no meio do campo e agradeceu pelo empenho num jogo em que o time atuou por muito tempo com um homem a menos . 

Corinthians Humilha o São Paulo 5x0


Os velhinhos do Corinthians merecem respeito. Neste domingo, em um clássico quente no primeiro tempo, a garotada do São Paulo não foi capaz de manter os 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro. Com gols dos veteranos Danilo, Liedson (três) e Jorge Henrique e um show no segundo tempo, o Timão goleou o Tricolor por 5 a 0, no Pacaembu, e embolou a briga pela liderança.
O Corinthians foi melhor durante toda a partida diante de um São Paulo defensivo e sem brilho ofensivo. A expulsão de Carlinhos Paraíba, aos 40 minutos da etapa inicial, foi decisiva para a história do clássico. Em apenas 16 minutos da parte final do Majestoso, o Alvinegro já vencia por três gols de vantagem, arrancando gritos de “olé” e de “o freguês voltou" da Fiel.
Mais do que o massacre, os corintianos deixaram o Pacaembu com o sabor de vingança nos lábios. Rogério Ceni, que fez seu centésimo gol no último encontro entre as equipes, falhou no gol de Jorge Henrique que fechou o placar e levou a torcida ao delírio. É a maior vitória do Timão sobre o rival na história, igualando feito de 96.
 
Invicto, o Timão chega ao 17º clássico de invencibilidade no Pacaembu e se transforma em líder do Brasileirão em aproveitamento. O clube é o segundo colocado, com 13 pontos, mas tendo ainda um jogo por fazer – o duelo contra o Santos foi transferido para 10 de agosto. Na quarta-feira, visita o Bahia, às 21h50m, em Pituaçu.
O São Paulo perde a invencibilidade, porém, continua em primeiro na tabela. O Tricolor, que atuou com cinco desfalques, segue com seus 15 pontos e agora vê adversários como o próprio Corinthians e o Flamengo se aproximarem na classificação. Também na quarta, recebe o Botafogo, às 21h50m, no Morumbi.

Expulsão e desequilíbrio tricolor
Carlinhos Paraíba em ação pelo São Paulo (Foto: Wander Roberto/VIPCOMM)Carlinhos Paraíba foi expulso no primeiro tempo
(Foto: Wander Roberto/VIPCOMM)
O Corinthians não deu tempo para o São Paulo respirar no primeiro tempo. Tite apostou novamente na marcação pressão, em cima dos defensores rivais, adiantando suas peças. Vaiado pela torcida alvinegra pelo gol marcado no último encontro entre os clubes, Rogério Ceni desta vez trabalhou com as mãos em ótima defesa no canto direito após chute do “homem-surpresa” Paulinho, logo a um minuto.

O São Paulo precisou de pouco tempo para se acertar. Carpegiani rapidamente corrigiu a marcação feita pela garotada. Os meninos tricolores, aliás, se destacaram. O estreante Rodrigo Caio colou em Danilo e atrapalhou toda a criação corintiana. Jean e Luiz Eduardo seguraram Jorge Henrique e Willian, respectivamente, deixando Liedson isolado. Wellington foi um gigante no combate defensivo e o jogador mais lúcido na saída para o ataque.
A formação defensiva, porém, permitiu que o Corinthians dominasse o jogo. O São Paulo só reagiu nos contra-ataques. Em um dos poucos que os atacantes conseguiram acertar faltou pontaria. Dagoberto, aos 28, desperdiçou bela oportunidade ao furar na área um cruzamento vindo de Jean pela direita.
A chuva que caiu sobre São Paulo neste domingo não esfriou os ânimos no encontro de dois grandes rivais. Depois de ser punido com cartão amarelo por se desentender com Paulinho, Carlinhos Paraíba recebeu o vermelho ao fazer falta dura em Weldinho. O clima esquentou, e o árbitro Rodrigo Braghetto não economizou com cinco advertências. O Timão ainda reclamou de um pênalti de Bruno Uvini em Willian, aos 35.

Timão atropela Tricolor
A vantagem de ter um jogador a mais em campo favoreceu o Corinthians durante todo o segundo tempo. O Timão voltou do intervalo pressionando novamente e não demorou a abrir o placar com um golaço, logo a um minuto. Danilo recebeu na área, deu um drible desconcertante em Bruno Uvini e tocou no canto direito. Explosão alvinegra no Pacaembu!
liedson corinthians gol são paulo (Foto: Evelson de Freitas / Agência Estado)Liedson em dia iluminado: ele marcou três gols no clássico (Foto: Evelson de Freitas / Agência Estado)
Sem Carlinhos Paraíba, seu único articulador, o São Paulo não conseguiu deixar o campo defensivo e foi outra vez encurralado. Rogério Ceni voltou a aparecer com ótimas defesas, mas a cota de milagres tem limites. Aos oito, depois de pegar uma cabeçada de Leandro Castán, a bola sobrou nos pés do artilheiro Liedson livre na pequena área: 2 a 0.
O placar desfavorável afundou o São Paulo. A garotada se perdeu na marcação e sucumbiu diante da velocidade corintiana. Ralf carimbou a trave aos 14 dando uma amostra do que viria pouco depois, aos 15. Liedson girou sobre Xandão na área e disparou um torpedo para cima de Rogério Ceni, fazendo o terceiro.
Carpegiani ainda tentou fazer sua equipe melhorar com as entradas de Ilsinho e Henrique. Em vão. O Corinthians não deu qualquer chance de reação e entrou no embalo dos gritos de “olé” vindos da Fiel. Ainda restava tempo para mais, aos 34. Danilo fez boa jogada e cruzou na medida para Liedson fazer o terceiro dele. Dois minutos depois, Rogério Ceni engoliu um frango em chute de Jorge Henrique. Era o que a torcida queria para ir embora do Pacaembu ainda mais feliz.

sábado, 25 de junho de 2011

E a dança dos Técnicos continua

Depois da Derrota por 2x0 para o Bahia , Técnico Adilson batista nao é mas técnico do Atlético Paranaense .



O Bahia aprontou mais uma e venceu a segunda partida seguida como visitante no Campeonato Brasileiro. Depois de bater o Fluminense no Engenhão, o Tricolor baiano fez 2 a 0 no Atlético-PR na Arena da Baixada, na noite deste sábado, pela sexta rodada. Marcone e Lulinha marcaram os gols, ambos no segundo tempo.
Após a partida, em entrevista coletiva, o técnico Adilson Batista pediu demissão. Ele deixa o Atlético-PR em penúltimo lugar, com apenas um ponto e um gol marcado em seis rodadas. Se o Avaí conseguir ao menos um empate em casa diante do Fluminense neste domingo, jogará os paranaenses para a lanterna. Já o Bahia chega aos oito pontos e sobe para a nona posição.

Os times voltam a campo no meio da semana para a sétima rodada. O Atlético-PR visita o Fluminense, às 21h de quinta-feira, no Engenhão. O Bahia, na quarta-feira, às 21h50m, recebe o Corinthians, no Pituaçu.
 
Forte marcação na etapa inicial
O Atlético-PR entrou em campo com três zagueiros, no esquema que variava do 3-5-2 com a bola para o 4-4-2 sem a bola. Manoel, pela direita, era o responsável por parar Jobson. Rafael Santos e Fabrício se revezavam na marcação a Júnior. O Rubro-Negro demorou para se acertar no novo esquema. No primeiro minuto, o camisa 99 tricolor quase se aproveitou disso, mas bateu por cima.
O Bahia marcava forte no meio-campo, com três volantes, e na saída de bola do Furacão. Isso levava os zagueiros atleticanos a tentar a ligação direta para o ataque, sem sucesso. Até os 20 minutos, por exemplo, os paranaenses já tinham errado nove passes - o dobro do Tricolor, com quatro.
A partir dos 25, o Atlético-PR melhorou. A defesa acertou a marcação, e o meio-campo apareceu e passou a criar boas oportunidades. Numa delas, Madson e Paulo Baier tabelaram na entrada da área. O Baixinho cruzou, mas o camisa 10 bateu por cima. Com o domínio da partida, o Furacão teve duas chances claras com Paulo Baier, em cobranças de falta. Na primeira, a bola foi no travessão. Na segunda, o goleiro Marcelo Lomba fez difícil defesa.
marcone bahia gol atlético-pr (Foto: Geraldo Bubniak / Agância Estado)Marcone abriu o caminho para a vitória tricolor na Arena da Baixada (Foto: Geraldo Bubniak / Agância Estado)
Atlético-PR melhora, mas Bahia faz dois
Na volta para o segundo tempo, o técnico Adilson Batista faz uma mudança: tirou Farício e colocou o volante Kleberson. Com isso, o Atlético-PR passou, definitivamente, para o 4-4-2. A mudança surtiu efeito. Antes dos dez minutos, foram três chances claras do Rubro-Negro - duas com Madson e uma com Paulo Baier, mas a defesa tricolor levou a melhor em todas.
O Bahia recuou e passou a ameaçar nos contra-ataques. No mais perigoso, Jobson entrou livre pelo meio e tentou tocar por cobertura, mas o goleiro Márcio e Rafael Santos salvaram o Furacão. Aos 20 minutos, não teve jeito. O volante Marcone avançou, driblou Manoel e acertou chute preciso, no canto: Bahia 1 a 0.
Com a desvantagem no placar, a pressão rubro-negra cresceu. O time tentou com cruzamentos, chutes de longa distância e cobranças de falta. De forma desordenada, porém, o time não ameaçou Marcelo Lomba. O segundo gol do Bahia parecia mais perto do que o gol de empate. E isso se confirmou. Na primeira tentativa, Lulinha parou em Márcio. Na seguda, ele bateu bem e fez 2 a 0. Para protestos da torcida rubro-negra. Para festa da torcida tricolor.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Santos Tri da América

Estou aqui para Parabenizar , esse time de talentos que é o Time do Santos , os meninos da vila , que desde o ano passado vem conquistando títulos e encantando o Brasil , Com o malabarista da bola Neymar , O  Gênio Paulo Henrique Ganso e o grande Arouca , que pra mim foi fundamental na conquista da libertadores do peixe . Parabéns a todos os Santistas . 


FATO LAMENTÁVEL  


Meu Deus eu pergunto , quando é que os Uruguaios vão aprender , que não se ganha jogo com pancadaria ? com violência ... Hoje mais uma vez mostraram que não vão mudar tão cedo , a seleção Uruguaia fez um papel tão bonito na copa do mundo , jogando com lealdade 


Agora o Penãrol traz novamente , a Fama que nenhum time , nenhum País queira de Violento . 


LAMENTÁVEL  SE GANHA-SE SERIA INJUSTO , PORQUE O SANTOS NUNCA PARTIRIA PRA VIOLÊNCIA . 


P A R A B E N S , S A N T O S 

Santos é Tri da América


por Adilson Barros e Julyana Travaglia
Um esquadrão branco, infernal, que tomou a América de assalto. Com um ataque genial, imprevisível, artilheiro. Muitas vezes, o Santos foi descrito assim nos anos 60, quando Pelé e seus companheiros chacoalharam a América. O mesmo texto agora, 48 anos depois, serve para o time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Dracena, Arouca, Durval, Rafael. Sim, senhoras e senhoras: o Santos é, novamente, campeão da Taça Libertadores. Tricampeão (ganhou em 62, também sobre o Peñarol, e 63).
A noite ficará guardada na memória de cada santista. A vitória, por 2 a 1, num Pacaembu apinhado, branco, cheio de santistas com lágrimas nos olhos, ainda teve Pelé vibrando como se estivesse em campo. Do seu camarote, o rei de todos os tempos socava o ar como se um dos gols tivesse sido marcado por ele.
O Peixe e sua nova geração de ouro caminham a passos largos para ser campeão de tudo em 2011. No início do ano, manteve a supremacia em São Paulo. Agora, tornou-se rei da América. O terceiro passo poderá ser dado em dezembro, quando a equipe de Muricy Ramalho terá o Mundial de Clubes da Fifa pela frente. Será a chance de poder ver um duelo fabuloso: Neymar x Lionel Messi.
Primeiro tempo de domínio santista, mas faltou calibrar o pé
Buscando acabar logo com o nervosismo e a angústia das arquibancadas, o Santos entrou em campo querendo um gol rápido. Os comandados de Muricy Ramalho acreditavam que, na pressão, o Peñarol se abriria. Puro engano. Apesar de boas investidas e jogadas inspiradas de Ganso, que acertou ótimos passes, faltou o chute certo. Os números dos primeiros 45 minutos ratificaram o domínio santista. O Peixe teve 67% de posse de bola, contra 33% do seu rival. Foram oito arremates ao gol uruguaio, contra apenas um dos carboneros.
ze eduardo love santos x peñarol (Foto: Reuters)Zé Eduardo disputa a bola com os defensores do Peñarol durante o primeiro tempo  (Foto: Reuters)
O primeiro lance de perigo veio em chute de fora da área de Elano, que exigiu grande defesa de Sosa. Neymar também teve chance, após passe precioso de Ganso, mas furou. O astro santista esteve sempre cercado por três jogadores. Gingava de um lado para o outro sem conseguir abrir o espaço. À medida que o tempo passava e o gol não saía, o Pacaembu ia murmurando, apreensivo. Léo também teve uma oportunidade ao invadir a área, com o goleiro batido, e errar o alvo. Durval, duas vezes de cabeça, também ameaçou. Sosa ainda brilhou em cobrança de falta de Elano da entrada da área.
O Peñarol, limitado tecnicamente, se resumia a bloquear as investidas do adversário. Segurava o Santos, tentava encaixar um contra-ataque, que não veio em toda a primeira etapa. Assim, o jogo ficou morno. O Peixe murchou, perdeu o ritmo e passou a errar alguns passes, Arouca, principalmente.
Mas quem disse que seria fácil? Era final de Taça Libertadores.
Neymar abre o placar e leva o Pacaembu ao delírio
E aí vem Arouca, em desabalada carreira. Uma arrancada mágica, uma tabela esperta com Ganso, que passou para Neymar, que, enfim, soltava o grito preso na garganta do torcedor nas arquibancadas. Apenas dois minutos de jogo. Neymar, histórico. Um gol que vai ser lembrado para sempre pelos santistas. O gol que abriu caminho para o tricampeonato. 
Neymar gol Santos x Peñarol (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar comemora o gol diante do banco do Peñarol, que só lamenta  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Em seu camarote no Pacaembu, Pelé vibrava, reverenciando seu sucessor. Em campo, o craque alvinegro chupava o dedo, homenageando Mateus, que chega em novembro. O filho do ídolo santista vai nascer campeão continental. Pé-quente!
O jogo continuou. Claro. Faltavam ainda longos minutos. Nas arquibancas se abraçavam e choravam. Não dava para fazer os ponteiros correrem mais rápido? Não dava. Então, o Peixe tratava de dar as cartas em campo.
A diferença técnica entre os times era gritante. O Santos, agora, tinha espaços para matar o jogo. O Peñarol tinha dificuldades para sair jogando. Não parecia possível o título escapar. Absolutamente.
O Santos continuava em cima, muito melhor, trocando passes, colocando os uruguaios na roda. Nas arquibancadas, locura total. Então, Danilo arrancou pela direita, deixou o marcador para trás, cortou para dentro e entrou para a história. Pé esquerdo, canto direito do goleiro. Nova explosão no Pacaembu. Choro, abraços. O título estava mais próximo.
- Agora, ninguém tira mais – berrou Léo num microfone à beira do campo.
Gol contra de Durval e pancadaria no final
Mas como nada com o Santos é fácil. O Peñarol mostrou suas garras. Numa escapada pela direita, a bola cruzada, desvia em Durval, que tentou rebater e entra. Seria possível? Como em 2005, quando defendia o Atlético-PR, na final da Libertadores contra o São Paulo, o Rei do Sertão marcara um contra.
Foi apenas um susto passageiro. Logo o Peixe retomou o dominio e teve até chances para marcar mais gols. Não precisou. No final, uma cena que não precisava ocorrer: jogadores das duas equipes trocaram agressões em campo, diante de uma Polícia Militar que pouco fez para conter os brigões. Nada, no entanto, que acabasse com o brilho da conquista do Peixe.
Parabéns, Santos e santistas. A América, de novo, é de vocês.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Times da Série A , e seus técnicos

O Brasileirão ja começou , e aqui vai a lista dos técnicos dos 20 times , sendo que Cuca já nao é mais o técnico do Cruzeiro e Silas que deixou o Avai , qual time irá até o final com o seu comandante ?


America Mineiro -  Mauro 


Atlético GO -  Paulo césar Gusmão 


Atlético PR - Adilson batista 


Atlético MG - Dorival Junior 


Avai - Alexandre Galo 


Bahia -  René Simões 


Botafogo - Caio Junior 


Ceará - Vagner Mancini 


Corinthians - Tite 


Coritiba - Marcelo Oliveira 


Cruzeiro - saiu Cuca , entra Joel Santana 


Figueirense - Jorginho 


Flamengo - Vanderlei Luxemburgo 


Fluminense - Abel Braga 


Grêmio - Renato Gaúcho 


Internacional -  Paulo Roberto Falcão 


Palmeiras - Felipão 


Santos - Muricy Ramalho 


São Paulo - Paulo césar Carpergiane 


Vasco - Ricardo Gomes 


E ai , quais times vao com seus técnicos até o fim do brasileiro ?
Quem trocara mais vezes o homem que escala ?


Façam suas apostas . 

E a dança dos Técnicos continua

A Dança dos Técnicos Continua , depois de Cuca Deixar o Cruzeiro . 
Agora foi a vez de Hélio dos Anjos deixar o Sport .



Tudo dava a entender que a especulação sobre a saída do técnico Hélio dos Anjos não se confirmaria nesta segunda-feira. O treinador esteve na reapresentação do grupo pela manhã e à tarde comandaria normalmente o treino. A diretoria do clube também chegou a afirmar que ele seguiria no cargo, ao menos até uma reunião marcada para esta noite, onde seriam discutidos os erros do trabalho. Entretanto, nesta tarde, o treinador decidiu entregar o cargo alegando que não havia mais clima para seguir no clube.
Apesar de ter perdido apenas uma partida na Série B do Brasileiro, o técnico não resistiu às críticas. Os torcedores não concordavam com a escalação de apenas um atacante e a derrota para o Vitória  no último sábado foi a gota d’água.
- Não havia decisão da diretoria sobre a saída. A posição estava apoiada pelo presidente do clube, mas Hélio me chamou e alegou que não tem mais ambiente para trabalhar. Ele não quer prejudicar o Sport e acaba de pedir demissão - explicou o vice de futebol do clube, Severino Otávio.
O dirigente disse que o clube estava agindo com cautela porque muitos jogadores do elenco foram trazidos pelo treinador.
- Por isso é que resistimos à pressão, porque 13 jogadores do grupo foram trazido para o Sport com indicação de Hélio. Por isso tudo tivemos a cautela de não demitir. E lamentamos ele ter pedido demissão.
Segundo o dirigente, o clube ainda não tem nomes para substituir o treinador.
- O que há e muito empresário que passou a nos oferecer nomes quando ouviu a notícia. Vamos com calma - destacou.
Mesmo com a negativa, três nomes aparecem na lista de mais cotados para assumir o cargo. Quem lidera a preferência é Adilson Batista, que atualmente está no Atlético-PR. O clube ainda pensa em Gilson Kleina, que comanda a Ponte Preta – atual líder da Série B. E Cuca, que pediu demissão do Cruzeiro neste final de semana.
Hélio dos Anjos foi contratado em fevereiro deste ano para substituir Geninho. O treinador não conseguiu atingir o principal objetivo do ano, que era a conquista do hexa pernambucano, perdido para o Santa Cruz.
Esta foi a quinta passagem do técnico pelo futebol pernambucano, onde conquistou três títulos estaduais, todos pelo Sport. A primeira vez na Ilha do Retiro foi em 1996, quando ficou até 1997. Depois, ele retornou em 2003 e 2004. O técnico comandou ainda o Náutico em 1993 e 2006.