domingo, 27 de novembro de 2011

Gremio empata mais uma

É pouco. Para um campeão do mundo, é muito, muito pouco. Mas o Grêmio encontrou neste domingo o mínimo de consolo que sua torcida esperava. Com empate por 2 a 2 contra o Atlético-GO, no Olímpico, o time gaúcho garantiu a pontuação necessária para ir à Copa Sul-Americana em 2012. O mesmo não vale para o Dragão, que agora depende da última rodada.
Anselmo colocou os visitantes na frente, ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Willian Magrão e Marquinhos responderam. Anderson empatou. Com o resultado, o Grêmio pulou para 48 pontos, na 11ª colocação. O Dragão tem 45, fechando a zona da Sul-Americana.
Aos tricolores, resta atrapalhar a vida do Inter no Gre-Nal de domingo, no Beira-Rio. O rival do Grêmio busca vaga na Libertadores. O Atlético-GO recebe o América-MG, já rebaixado. Precisa da vitória.
 
Atlético-GO faz o que o Grêmio não fez
O Grêmio fez mais do que o Atlético-GO no primeiro tempo. Atacou mais, teve mais chances. Mas não fez aquilo que realmente importa. O Dragão, com gol de Anselmo, fechou a etapa inicial na frente.
Foi no primeiro chute a gol dos goianos. O atacante recebeu na área, em profundidade, e desviou do goleiro Victor. Eram 24 minutos de jogo.
O Grêmio foi mais ativo no ataque antes e depois do gol. Tentou com Escudero, duas vezes, em chute para fora e em toque de cobertura que beliscou o travessão de Márcio. Rafael Marques, de cabeça, também teve sua chance. O mesmo aconteceu com Marquinhos, em cobrança de falta por cima do gol. E nada.
O Atlético-GO teve raras chances de gol, mas poderia ter incomodado mais. Em repetidas vezes, saiu na correria, em contra-ataque. Mas sempre faltou o último encaixe.
Grêmio vira, Dragão busca
Celso Roth insistiu no esquema 4-5-1 no segundo tempo, com a entrada de Gabriel na lateral direita, a saída de Rafael Marques, a passagem de Vilson para a zaga e o deslocamento de Vilson para a função de volante. Funcionou. Em dois minutos, saiu a virada.
O primeiro foi de Willian Magrão, em constante busca pela recuperação do futebol de 2008. Ele recebeu na área, pela direita, e bateu cruzado, no canto de Márcio.
O gol saiu com dez minutos. Um giro dos ponteiros depois, saiu o segundo. André Lima conduziu a bola pelo meio e abriu para Mário Fernandes, que mandou chute cruzado. Antes que a rede fosse movimentada, Marquinhos entrou de carrinho e completou.
Os gols tranquilizaram o Grêmio. E o Atlético-GO não apresentou o rendimento de antes. Mas Celso Roth resolveu fechar o time: tirou Marquinhos, um meia, e colocou Adílson, um volante. Levou o empate. Anderson, aos 38, aproveitou bola solta na área e falha de Victor.
O que aconteceu depois foi a manifestação constante de incômodo pelos menos de 5 mil pagantes no Olímpico, apesar da vaga Sul-Americana. Em uma temporada em que não há advogado que possa defender o time azul, com queda prematura na Libertadores, perda do Gauchão em casa e campanha sem sal no Brasileirão, é um consolo. Pouco, mas um consolo.

Inter perde para o Flamengo

Uma escalação surpreendente, um craque sortudo e um goleiro que mais parecia uma parede. Num domingo de reencontro com a vitória após três jogos de jejum, o Flamengo superou o Inter, rival direto na disputa por uma vaga na Libertadores da América, voltou ao G-5 e só depende dele para ir à competição continental na próxima temporada. No estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, no Norte Fluminense, o Rubro-Negro foi engolido no primeiro tempo, mas mesmo assim conseguiu sair na frente. Ronaldinho voltou a marcar depois de pouco mais de dois meses. Depois, fechou a porta, jogou a chave fora e conseguiu manter um resultado importantíssimo. O placar de 1 a 0, magrinho, tem importância gigantesca. Com 60 pontos, a equipe sobe da sexta para a quarta posição e só precisa de um ponto no clássico contra o Vasco para ficar com a vaga, na última rodada. 
O Colorado, que se via em situação até certo ponto tranquila, não depende mais do próprio esforço. Com 57 pontos, está em sexto, vai precisar vencer o Grêmio e torcer por uma derrota do próprio Flamengo ou para que o Coritiba não vença o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Faltou sorte ao time vermelho. Faltou calma ao zagueiro Rodrigo Moledo, que falhou no lance que decidiu o confronto.  
Domingo que vem, o Flamengo enfrenta o Vasco. O local da partida ainda será definido. O Inter recebe o Grêmio no Beira-Rio. Todas as partidas da última rodada do Brasileirão serão às 17h (de Brasília).
Mãozinha para R10
É caprichoso esse tal de futebol. E também é cruel. O Inter que o diga. Foram 45 minutos de domínio, de futebol mais organizado e vistoso, de absoluto controle tático. De algumas boas chances de abrir o placar no Moacyrzão. O gol poderia ter saído com Leandro Damião, em cabeçada forte que Felipe espalmou. Com D’Alessandro, o melhor em campo, em chute colocado que buscava o ângulo. Ou com Gilberto, numa conclusão de dentro da área. Poderia, poderia, poderia...
O Flamengo correu sério risco de ir para o intervalo sob vaias. Cheio de mudanças, o Rubro-Negro jogou na base da vontade. Esforço que não escondeu as deficiências da equipe. Vanderlei Luxemburgo surpreendeu na escalação. Welinton voltou a ser titular, Rodrigo Alvim, que poucas vezes foi relacionado no campeonato, substituiu o suspenso Junior Cesar - e foi muito vaiado. No meio, Fierro ganhou uma chance. No ataque, Deivid sobrou. O camisa 9, artilheiro do time na competição com 15 gols, foi para o banco. Thomás entrou e fez dupla com Ronaldinho.

Como referência na linha de frente, R10 vagou em campo, quase não tocou na bola. Uma cobrança de falta que explodiu no peito do goleiro Muriel, algumas tentativas frustradas de dribles e arracandas, um carrinho violento em Nei. Foi o pouco que ele fez. Mas quando fizeram por ele, soube aproveitar. Aos 46 minutos, Thiago Neves tentou cruzamento para a entrada da área, o zagueiro Rodrigo Moledo cortou errado e entregou a bola para o camisa 10. Com calma e categoria, o Gaúcho entrou na área e bateu na saída de Muriel. Gol com jeitão de soco no estômago dos colorados: 1 a 0.

Se gol tivesse nome, este poderia ser chamado de alívio. Ronaldinho, que vive os dias mais conturbados desde a chegada ao Flamengo, não marcava havia dois meses, desde 21 de setembro. Na comemoração, ele encarou os reservas do Inter, saltou, abraçou e foi abraçado, reverenciou a torcida, sambou. Oitavo gol dele em 14 partidas contra o Colorado.
Um torcedor do Flamengo atirou uma garrafa plástica na direção do trio de arbitragem logo depois do encerramento da primeira etapa. Evandro Rogério Roman recolheu o objeto e deve relatar na súmula.

Fla vai na raça, e Felipe segura o Inter
O Inter voltou para o segundo tempo com a certeza de que havia sido bem melhor na etapa inicial, mas com prejuízo no placar. Esbarrou num adversário fortalecido e nos próprios erros. D’Alessandro já não jogava tão bem, Oscar andava sumido, Nei não apoiava tanto, e Damião pouco recebia bolas na área. Pior: o Flamengo quase ampliou com um voleio de R10 – Kléber salvou sobre a linha – e numa cabeçada de Welinton que passou rente à trave. A primeira chegada com perigo do Colorado foi aos 14. D’Alessandro recebeu passe na entrada da área, bateu colocado, mas a bola se perdeu pela linha de fundo.
Dorival Júnior não esperou muito e lançou Andrezinho no lugar do atacante Gilberto. O toque de bola colorado melhorou, e a equipe passou a fazer pressão. Muita pressão. Ali começava a aparecer outra figura do jogo: Felipe. Numa sequência de ataques da equipe vermelha, o camisa 1 virou um muro. Foi bem nas saídas de gol, não deu rebotes e fez até milagre. Quando Damião recebeu passe na área, Alex Silva até tentou acompanhá-lo, mas o artilheiro girou rápido e bateu forte. Felipe pegou de forma incrível. Na sequência do lance, o atacante dividiu com Fierro e caiu na área. O árbitro nada marcou, mas os gaúchos pediram pênalti. D’Ale também tentou em chute de longe, mas em sucesso.

Luxa lançou Negueba na vaga de Thomás, mas a postura rubro-negra pouco mudou. O time esperava o Inter, se defendia a todo custo e buscava jogar nos contra-ataques. Os gaúchos se lançavam cada vez mais, só que batiam e voltavam. Dorival Júnior foi expulso por reclamação. O tempo foi passando, passando, até que o cenário se tornou irreversível.

Foi um domingo especial para os rubro-negros. Dia de dar um tempo na crise, de crescer na hora certa para não deixar o projeto afundar. Foi um domingo chato para os colorados. Dia em que nada deu certo, de frustração. Domingo que vem tem mais. 

domingo, 20 de novembro de 2011

Inter vence o Botafogo e entra no G-5

Em grande jogo disputado na tarde deste domingo, no Engenhão, o Inter confirmou a boa fase e venceu o Botafogo por 2 a 1, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Leandro Damião e Oscar, destaques da partida, fizeram os gols colorados. Felipe Menezes descontou, e ao final o goleiro Muriel e os zagueiros Bolívar e Rodrigo Moledo salvaram os visitantes bloqueando a pressão botafoguense.
Com a vitória, o Inter sobe para 57 pontos, colocando-se provisoriamente na 5ª colocação, fechando o grupo que hoje estaria classificado à Taça Libertadores a duas rodadas do fim da competição. Já o Botafogo para em 55, caindo para o 8º lugar.
Na penúltima rodada, Botafogo e Inter têm compromissos marcados para as 17h do próximo domingo. Os gaúchos voltam ao Rio de Janeiro, desta vez para enfrentar o Flamengo; e em Minas Gerais o Botafogo visita o Atlético-MG.
Leandro Damião gol Internacional (Foto: Futura Press)Leandro Damião comemora o primeiro gol da vitória colorada no Engenhão (Foto: Futura Press)
Tensão e raiva
Com sistemas táticos espelhados - ambos utilizando-se do 4-2-3-1 - Botafogo e Inter poucas vezes conseguiram concluir a gol. O jogo, entretanto, não se fez monótono. Pelo contrário. Cada lance foi disputado com intensa dedicação, de área a área. Ataques se alternando, velocidade, e goleiros tentando imaginar o que aconteceria quando estes times conseguissem finalizar.
Mas esta indefinição se alterou aos 33 minutos do primeiro tempo. Nei reclamou uma lesão, e o goleiro Muriel cedeu lateral para abreviar a entrada dos médicos. Na reposição, a surpresa: ao invés de devolver a posse ao Inter, como rege a implícita regra do fair play, o lateral Alessandro deu sequência a uma jogada de ataque para o Botafogo.
A atitude de Alessandro enraiveceu os colorados. D'Alessandro partiu para cima. Ambos discutiram. Formou-se uma grande confusão. O lateral botafoguense e o meia colorado levaram cartão amarelo, punição semelhante à recebida por Kleber que, na sequência, devolveu o "fair play" de Alessandro com uma falta dura sobre o adversário - joelhada nas costas.
Em campo, parecia que faltava esta raiva ao Inter para sobrepujar o dono da casa. Porque, a partir do incidente, o Colorado controlou o jogo com agressividade ofensiva. Rangendo dentes, D'Alessandro aplicou o famoso drible "La Boba" e acertou o travessão. E nos acréscimos, curiosamente no setor defendido por Alessandro, Kleber e Oscar fizeram a jogada que resultou no gol de Leandro Damião - o primeiro após a lesão muscular que o tirou do Brasileirão e da Seleção por quase dois meses.
Alta pressão
Dos vestiários as duas equipes retornaram com mudanças. A do Botafogo foi na escalação: saiu Cortês, entrou Everton. E a do Inter foi tática. Gilberto adiantou-se, e o sistema passou do 4-2-3-1 para o 4-4-2.
Precisando ao menos empatar, o Botafogo recorreu a sucessivos cruzamentos, buscando as conclusões de cabeça com Loco Abreu e Herrera. Mas o argentino deu lugar a Caio, propondo maior velocidade e, quem sabe, a vitória pessoal do jovem sobre os marcadores.
Na sequência o interino Flávio Tenius esgotou as alternativas trocando Thiago Galhardo, surpresa da escalação inicial, por Felipe Menezes. Dorival Júnior respondeu com o meia Andrezinho em lugar do atacante Gilberto, reconstituindo o 4-2-3-1 inicial. A esta altura, o Botafogo já se distribuía no 4-4-2 com um losango central.
E a troca do Inter deu mais resultado que as três do Botafogo. Em seu primeiro lance, aos 28, Andrezinho encontrou Oscar livre na área. E o melhor jogador em campo, de intensa participação defensiva e qualidade com a bola, fez o 2 a 0.
Felipe Menezes, egresso do banco assim como o autor da assistência colorada, respondeu marcando para o Botafogo, em chute de fora da área apenas três minutos depois. A pressão foi incrível. Muitos cruzamentos, chutes, dribles...mas o Inter conseguiu resistir, assegurando a vitória fora de casa por 2 a 1.

sábado, 19 de novembro de 2011

Grêmio perde mais uma , e a torcida Grita "Adeus Roth"

Contra um adversário sem nenhuma perspectiva ou ambição nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro, o Ceará ganhou energia para seguir na luta contra o rebaixamento. No início da noite deste sábado, no Estádio Olímpico, a equipe visitante derrotou o Grêmio por 3 a 1, pela 36ª rodada.
Felipe Azevedo marcou os três gols cearenses. Douglas fez o da honra gremista. Agora com 38 pontos, o Ceará ainda está na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, e torce contra o Cruzeiro - com a mesma pontuação, uma posição acima - que enfrenta o Atlético-PR neste domingo. O Grêmio permanece no 11º lugar, com 47.
As duas equipes voltam a jogar às 17h do próximo domingo, pela penúltima rodada do Brasileirão. O Grêmio recebe o Atlético-GO em Porto Alegre, e o Ceará abre as portas do Presidente Vargas ao Cruzeiro, em confronto direto para deixar o Z-4.
salmon grêmio osvaldo ceará (Foto: Roberto Vinícius / Agência Estado)Osvaldo construiu a jogada do primeiro gol da vitória cearense (Foto: Roberto Vinícius / Agência Estado)
Um do centroavante
Sem Fábio Rochemback e Escudero, Celso Roth abriu mão do habitual 4-2-3-1, e distribuiu o Grêmio no 4-4-2 com o meio-campo reproduzindo o desenho de um losango, a partir do recuo de Marquinhos à faixa dos volantes Fernando e Adilson. A estratégia, no entanto, não funcionou.
Dimas Filgueiras cumpriu a promessa de escalar o Ceará no 4-3-3, conseguindo equilibrar a posse de bola com os anfitriões, e acelerando bons contra-ataques pelos lados. Em um deles, Osvaldo enfileirou marcadores e brindou Felipe Azevedo com uma bela assistência, aos 28: 1 a 0.
Imediatamente, do banco de reservas Roth ordenou a reconstituição do 4-2-3-1. E o Grêmio reagiu. Nove minutos depois, Douglas reprisou Osvaldo, deixou um batalhão de adversários para trás, tabelou com Leandro e André Lima na passagem, e empatou.
Mais dois do centroavante
Mas não tardou para o Ceará recuperar a vantagem. No primeiro lance, praticamente, da etapa final, Thiago Humberto foi derrubado por Rafael Marques. Na área gremista. E Felipe Azevedo, na cobrança do pênalti, fez 2 a 1 para os visitantes.
O mesmo Felipe Azevedo, aos 12, chutou duas vezes a gol. Na primeira Victor defendeu, mas na segunda o camisa 1 do Grêmio foi encoberto por belo chute. Três para o Ceará, três dele. Justificando a profissão com a qual se apresenta: centroavante.
Nas arquibancadas, os apenas 7.130 torcedores - menor público do Olímpico neste Campeonato Brasileiro - anteciparam a saída, e debandaram. Os poucos remanescentes vaiaram os jogadores do Grêmio, gritaram "olé" para as tabelas do Ceará, e pediram a saída do treinador:
- Adeus, Roth! Adeus, Roth!
Nos acréscimos, Miralles conseguiu um pênalti derradeiro, reclamando mão do defensor ao tentar o drible. O próprio atacante argentino cobrou, mas acertou a trave.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Inter revive o sonho de chegar a liberta e vence o Bahia

O Inter vive tempos de movimento de sanfona no Brasileirão: se afasta e se aproxima, se afasta e se aproxima, se afasta e se aproxima. Em um campeonato cuja realidade parece mudar a cada rodada para os colorados, o momento é de recuperação da esperança. O time gaúcho venceu o Bahia por 1 a 0 no Beira-Rio na noite desta quarta-feira, contou com a ajuda de resultados paralelos e conseguiu ficar novamente colado no G-5.
Gilberto, ainda no primeiro tempo, fez o gol do Inter - não mais do que competente na partida. Com o resultado, o time colorado foi a 54 pontos, na sétima colocação, apenas um atrás da zona de classificação para a Libertadores. A rodada, porém, será complementada nesta quinta-feira. O Bahia, com 42, é o 14º.
As duas equipes voltam a campo no domingo. O Inter, às 17h (de Brasília), visita o Botafogo no Engenhão. O Bahia, às 19h, recebe o Palmeiras.
É bem verdade que teve gol no primeiro tempo. Teve gol do Inter, gol de Gilberto, o primeiro dele com a camisa colorada. Mas teve, acima de tudo, polêmica. Três lances reclamados de olhos arregalados, dois pelos mandantes e um pelos visitantes, tornaram o árbitro Paulo César de Oliveira protagonista dos primeiros 45 minutos no Beira-Rio. Ele terminou a etapa cercado por jogadores das duas equipes. Gaúchos e baianos compartilharam a irritação.
O gol antecedeu as broncas. Ele saiu cedo, logo a oito minutos, com direção do principal jogador colorado no primeiro tempo. Tudo no Inter passou por D’Alessandro. Inclusive o gol. Foi ele quem abriu para Kleber, foi ele quem pegou o rebote do cruzamento para mandar o chute. Marcelo Lomba espalmou, e Gilberto aproveitou a sobra, esticou o peito para frente, como se fosse mergulhar em uma piscina, e deixou a bola bater nele para saborear, pela primeira vez na vida, o gosto de marcar um gol com a camisa colorada.
Gilberto comemora gol do Internacional sobre o Bahia (Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm)Gilberto comemora o único gol gol do jogo, o seu primeiro pelo Inter (Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm)
O Bahia, com 53% de posse de bola, jamais se intimidou no Beira-Rio. Teve uma chance com Magno, em chute torto, para fora. Teve outra com Júnior, em giro fraco, nas mãos de Muriel. E teve o lance que tirou o lateral-esquerdo Dodô da partida. O jogador passou reto por Nei, área adentro, e foi interrompido por uma solada violenta de Bolívar. Os tricolores esbravejaram por pênalti e expulsão. Paulo César preferiu dar falta em dois toques e amarelo. Dodô, a vítima da jogada, teve que ser substituído por Hélder. Mal conseguia caminhar.
O Inter teve mais a reclamar. E com o mesmo argumento: toque de mão dentro da área. No primeiro lance, D’Alessandro fez jogada de craque pelo lado direito e cruzou na cabeça de Damião. O centroavante chegou a se jogar no chão, tamanha a fúria por o árbitro não considerar pênalti o toque de Fabinho. O mesmo aconteceria mais tarde, com Diego Jussani, em jogada novamente ignorada pelo árbitro.
Polêmicas de lado, o Inter foi mais agudo em campo. Teve oito finalizações, contra cinco do Bahia. Gilberto construiu a melhor chance. O chute forte, porém, passou sobre o gol de Marcelo Lomba.
Vitória mantida
Joel Santana tentou fortalecer o Bahia. Colocou Nikão no lugar de Magno. Mas não alcançou efeito prático. O Inter voltou a campo mais controlador no segundo tempo. Passou a ter melhores chances de ampliar do que o adversário de empatar.
D’Alessandro forçou Lomba a praticar defesa complicada logo com dois minutos. Ele bateu falta direto para o gol. O goleiro espalmou. Gilberto, mais tarde, cabecearia com perigo, para fora, rente à trave baiana.
Carlos Alberto foi a última tentativa tricolor. E inútil, apesar de alguma movimentação pelo meio. O Inter, com Oscar, também tentou melhorar. Mas o panorama da partida não mudou muito. O lance de exceção foi uma cobrança de falta de D'Alessandro. A bola bateu na trave defendida por Lomba.

Juiz Mete o Garfo e Grêmio é roubado no Rio

Que coêncidencia essa nao é não? O arbitro Francisco Carlos Nascimento , apito 4 jogos do fluminense e adivinhem?
O Fluminense venceu os 4.


Poisé como de costume o Grêmio foi prejudicado mais uma vez pela a arbitragem , O Juiz simplesmente apitou a favor do Fluminense , parece que em Alagoas nao tem futebol.
Pois acho que esse arbitro desconhece as regras do futebol.


Grêmio 4x5 Fluminense -


Gols do Grêmio
Rafael Marques 16 1°
Marquinhos 45 1°
Brandão 29 2°
Adilson 30 2°


Gols do Fluminense
Fred fez 3
E Sobis marcou 


Juiz ladrão!

domingo, 13 de novembro de 2011

Inter perde para o Cruzeiro

Foi na raça e com o apoio da torcida. Os quase 17 mil cruzeirenses presentes na Arena do Jacaré, incluindo o lesionado meia Montillo, empurram o Cruzeiro para uma vitória magra e sofrida sobre o Internacional, por 1 a 0.
O gol do jogo foi marcado ainda na primeira etapa, após bela jogada de Wellington Paulista pela ponta esquerda. Da linha de fundo, ele cruzou na cabeça de Farías, que na primeira trave mandou para as redes. O detalhe é que até o início de outubro o argentino era renegado dentro do clube e pagava um campo particular para manter a forma. Reintegrado por Vágner Mancini, agora ele é titular do ataque celeste.
O resultado foi importatíssimo para o time mineiro, que com 37 pontos tomou a posição do Ceará, e agora, em 16º, está fora do Z-4, dois pontos à frente dos cearenses. Agora, na quarta-feira, o time vai até Florianópolis encarar o Avaí, às 21h50m (de Brasília) no Estádio da Ressacada.
Já ao Inter resta a constatação de que um elenco com vários jogadores de qualidade em diversas posições não é certeza de resultados dentro de campo. Agora, o time gaúcho está em 10º, com 51 pontos, bem longe de uma vaga para a Libertadores de 2012. Na próxima rodada, o Colorado também volta a campo na quarta, só que às 20h30m, no Beira-Rio, contra o Bahia.
O que vale é o placar
Com a força das arquibancadas, o Cruzeiro foi com tudo para cima do Inter no início do jogo, mais na base da disposição do que da técnica. A pressão era grande,mas não levava perigo ao gol de Muriel. Experiente e sob o comando de D’Alessandro, o colorado passou a tocar a bola até que o ímpeto inicial acabasse. Deu certo, e na primeira escapada os visitantes quase marcaram após saída de Fábio. A bola sobrou para Oscar que por cobertura acertou o travessão. A partir daí, o Inter passou a ter boas chances, e numa cabeçada Gilberto obrigou o camisa 1 da Raposa a salvar.
E quando o Inter parecia controlar o jogo, saiu o gol de Farías, aos 19 minutos. Wellington Paulista fez grande jogada pela esquerda e colocou na primeira trave. Farías subiu bem e mandou para as redes, sem chances para Muriel. Muita festa na Arena, já que àquela altura o time azul abria dois pontos de vantagem para o Z-4.
Farias cruzeiro gol internacional (Foto: Pedro Vilela / Agência Estado)Farías marca o gol de alívio para a torcida do Cruzeiro (Foto: Pedro Vilela / Agência Estado)

O gol não mostrava o que acontecia em campo, já que D’Alessandro ditava o ritmo com ótimos passes para Gilberto, que pecava nas finalizações. Ah, se fosse o Damião... Com o meio-campo alugado, o Inter chegava por todos os lados e também pelo meio. Só que faltava acertar o pé nas finalizações.
Percebendo o cenário desfavorável, a torcida do Cruzeiro até que tentava apoiar, mas as chegadas eram esporádicas. Só numa delas que a dupla de ataque quase funcionou novamente. Após bela tabela, Farías deixou WP9 numa boa, mas o centroavante bateu rasteiro e fraco, o que facilitou a vida de Muriel.
O bom primeiro tempo acabou mesmo com a vitória parcial do Cruzeiro, resultado importantíssimo na luta contra o rebaixamento. Já o Inter via o sonho de conseguir uma vaga na Libertadores 2012 ficar ainda mais distante.
Expulsão atrapalha reação. Bom para a Raposa
A etapa final começou como foi boa parte da primeira. Com ótimo toque de bola entre Oscar, e principalmente D’Alessandro, o Inter pressionava o Cruzeiro. Mas aos 7 minutos, numa infantilidade de Helton ele acabou deixando os gaúchos com um homem a menos. Wellington Paulista recebeu na meia, ia aplicar um chapéu no volante, que colocou a mão na bola. Como já tinha amarelo, foi para o chuveiro mais cedo.
Mas quem pensava que esta era a senha para os donos da casa dominarem a partida, acabou se enganando. Numa grande noite, D’Alessandro fazia ótimas jogadas sempre que se aproximava de Oscar. E foi dos pés do garoto que quase saiu o empate. Num passe mágico, ele viu Tinga entrar pela direita. O camisa 7 levantou a cabeça e cruzou rasteiro para Nei. O lateral, na função de atacante, entrou de carrinho e de dentro da pequena área conseguiu acertar o travessão. Ah, se fosse o Damião...
E a resposta veio rapidamente, primeiro num chute de Roger de fora da área, e em seguida num cruzamento de Marquinhos Paraná, que encontrou Farías livre para perder chance incrível.
A essa altura, Dorival Júnior já havia feito as três alterações a que tinha direito, inclusive com a saída de D’Ale para a entrada de João Paulo. Já Mancini havia tirado Leandro Guerreiro, muito aplaudido, para a entrada de Sandro Manoel.
E as alterações de Dorival não surtiram efeito, já que quando ficou sem seu camisa 10 o Inter parou de chegar com perigo. De emoção a partir daí, apenas uma chegada rápida da Raposa que terminou com gol anulado de Ortigoza, após confusão na área. Como reclamou muito do lance, Vágner Mancini acabou expulso do banco de reservas.
Como o Cruzeiro estava satisfeito com o placar e o Colorado não tinha mais fôlego para chegar ao ataque, os minutos finais foram mais de sofrimento para a torcida da Raposa, que queria ver o time fora do Z-4 do que de emoção dentro de campo. Com o apito final, alívio para os 16.967 presentes, que somaram uma renda de R$ 106.588,00.