sábado, 5 de novembro de 2011

Grêmio perde com um jogador a mais

A Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, era o cenário dos mais propícios para um confronto repleto de emoção, luta e dramaticidade. O Atlético-MG, mesmo com um pouco mais de tranquilidade na tabela após duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro, ainda luta contra o perigo da queda para a Série B de 2012. Já o Grêmio, no meio da tabela, buscava mais três pontos para ainda sonhar com uma possível classificação para a próxima edição da Taça Libertadores.
E deu Galo! Com um gol de André, no primeiro tempo, e outro de Marquinhos Cambalhota, no segundo, o time mineiro conseguiu a terceira vitória em sequência pela primeira vez nesse Brasileirão (já havia vencido o Fluminense, no Engenhão, e o Palmeiras, em Sete Lagoas). O atacante não entrava em campo desde o dia 17 de setembro, na derrota para o Atlético-GO, na 24ª rodada. Mesmo com um jogador a menos durante quase toda a segunda etapa, já que Neto Berola foi expulso pelo árbitro Wilson Luiz Seneme, os jogadores atleticanos se mantiveram firmes e seguraram o resultado. O Grêmio pressionou bastante, mas esbarrou nas boas defesas de Renan Ribeiro, nos arremates na trave e nos contra-ataques atleticanos.
O público presente na Arena do Jacaré foi um espetáculo à parte. Ao todo, 17.387 pagantes (renda de R$ 108.285,00) sofreram, mas, no fim, fizeram a festa nas arquibancadas. Com a vitória, o Atlético-MG se manteve na 14ª colocação, mas com 39 pontos, a sete do Ceará, primeira equipe presente na zona de rebaixamento - o time nordestino joga neste domingo, contra o Avaí. O Grêmio, por sua vez, se manteve na nona posição, com 46 pontos, distanciando-se da briga por vaga na Libertadores 2012. Os gaúchos ainda poderão ser ultrapassados por Santos e Coritiba, que entrarão em campo neste domingo.
No próximo sábado, o Atlético-MG encara o Figueirense, às 19h (de Brasília), em Florianópolis. Já o Grêmio receberá o Palmeiras, no Olímpico, em Porto Alegre, às 17h, no domingo.
Vantagem na insistência
A torcida atleticana deu um show, talvez ainda mais empolgada por o azul ser a cor inimiga no confronto. Embalada pelas duas vitórias consecutivas, a massa não poupou o maior rival, ultrapassado na tabela na última rodada. Gritos como ‘arerê, o Cruzeiro vai cair para Série B’ e caixões com escudos celestes fizeram a festa dos mais empolgados antes da partida.
Em campo, Cuca conseguiu repetir o time que venceu o Palmeiras, na última rodada. O lateral-direito Carlos César, única dúvida antes da partida, também esteve em campo. O Grêmio, por sua vez, apostou em André Lima como referência no ataque, municiado pelos meias talentosos Douglas e Marquinhos.
E foi André Lima o primeiro a criar uma jogada de perigo. Em dois lances, o atacante conseguiu emudecer o estádio lotado. Porém, errou ao finalizar diante de Renan Ribeiro e, depois, marcou, mas em impedimento.
O equilíbrio marcou a partida, apesar de os mineiros terem maior posse de bola. O goleiro Victor apareceu bem em chutes de fora da área, mas, quando precisou segurar firme o arremate rasante de Fillipe Soutto, não conseguiu e deu rebote. Aos 41 minutos, a bola sobrou para André marcar o gol, para alegria da massa alvinegra em Sete Lagoas.
Ao fim da primeira etapa, os atleticanos desceram para os vestiários ovacionados. Os gremistas, por sua vez, pressionaram o árbitro Wilson Luiz Seneme e alegaram irregularidade no lance do gol alvinegro.
Inferioridade em campo, mas vantagem no placar
O que parecia festa se tornou apreensão para os donos da casa. Depois de receber o amarelo, Neto Berola, exausto, pediu para sair. O técnico Cuca, no entanto, pediu para que o jogador permanecesse no gramado. Ledo engano. O atacante fez falta infantil em Júlio César e recebeu o segundo amarelo. O lance provocou a revolta de parte da torcida com o treinador.
Com a vantagem numérica e a desvantagem no placar, o time gremista partiu com tudo em busca do empate. Mas quem levou perigo foi Daniel Carvalho, que acertou o travessão em cobrança de falta. O Grêmio não deixou por menos, e Mário Fernandes também acertou o poste de Renan Ribeiro. Frio na espinha atleticana.
A esquerda do ataque gaúcho era um tormento para a defesa do Galo. Júlio César e Escudero desciam com perigo e davam muito trabalho a Bernard e Serginho. Celso Roth colocou o atacante Leandro no lugar de Rochemback e Gabriel na vaga de Marquinhos.
O tempo passava, e o Galo recuava. O Grêmio pressionava, mas a estrela de Cuca brilhou. Ao invés de colocar Magno Alves no lugar de Daniel Carvalho, para dar velocidade ao contra-ataque, o treinador optou por Marquinhos Cambalhota. E ele, aos 30 minutos, recebeu na entrada da área, teve tempo de escolher o canto e soltar a bomba. Alívio alvinegro.
Com a ampliação no placar, o atleticano, que havia xingado o treinador, após a expulsão de Berola, bradou o nome de Cuca. E houve tempo ainda de ovacionar o goleiro Renan Ribeiro, que fez defesa espetacular em chute à queima-roupa de Escudero.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Inter vence o Atlético em Goiânia e volta a sonhar com G-5

Cada vez mais empolgado na briga por uma vaga na Libertadores no ano que vem, o Internacional foi mais eficiente do que o Atlético-GO, neste domingo, no Serra Dourada, e venceu por 1 a 0. O gol foi marcado por Kleber. Com o resultado, o Colorado ultrapassa o São Paulo, chega ao sexto lugar com 51 pontos e ganha mais motivação para a reta final do Campeonato Brasileiro, quando terá confrontos diretos com rivais pela Libertadores, como Flamengo, Fluminense e Botafogo. O Dragão está em 12º lugar com 42 pontos.
Leandro Damião do Internacional no jogo contra o Atlético-GO (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)Leandro Damião voltou ao time do Inter contra o Atlético-GO (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

A partida marcou o retorno de Leandro Damião ao time 39 dias após a lesão na coxa direita. O atacante, que levou um amarelo no primeiro minuto de bola rolando, teve uma atuação apagada. Bem marcado, ele conseguiu duas finalizações, ambas para fora. O camisa 9 foi substituído já nos acréscimos do jogo.
OS NÚMEROS DE DAMIÃO 
Finalizações2
Cabeceios2
Passes certos4
Passes errados2
Bolas levantadas5
Faltas cometidas3
Faltas sofridas2
Roubadas de bola1
 No próximo domingo, às 19h (de Brasília), o Colorado enfrenta o Fluminense no Beira-Rio. No mesmo dia e no mesmo horário, o Dragão via até a Arena da Baixada para encarar o Atlético-PR.
Equipes se alternam nas chances de gol
 A partida se notabilizou pelo grande equilíbrio, inclusive nas chances de gol. Na base da velocidade, as equipes souberam explorar a grande dimensão do gramado do Serra Dourada e se alternaram na hora de criar as melhores chances de gol. O primeiro foi Ernandes, que arriscou de longe e a bola passou rente à trave esquerda de Muriel. A resposta colorada veio com Tinga, que recebeu cruzamento de Kleber e, na entrada da pequena n área, mandou de peixinho para fora.

Mais objetivo, o Dragão criou nova boa oportunidade com Anselmo, que finalizou de carrinho após cruzamento de Felipe e só não marcou porque Muriel fez grande defesa. Sempre que o Atlético ameaçava, o Inter devolvia na mesma moeda. Andrezinho quase surpreendeu Márcio com um cruzamento despretensioso de perna esquerda que caiu em cima da rede do gol colorado.
 Os gaúchos ainda tiveram a chance de ir para o vestiário em vantagem, mas aí foi a vez de Márcio aparecer. O goleiro rubro-negro fez ótima defesa no chute de Oscar e ainda impediu que Tinga marcasse no rebote.

Kleber garante a vitória colorada
Na segunda etapa, o panorama de equilíbrio da partida não mudou muito. O Atlético teve uma boa chance com Pituca, mas Muriel se antecipou e evitou que o adversário finalizasse. O Inter foi mais eficiente. Aos 14 minutos, Oscar recebeu na esquerda e tocou para Kleber. Dentro da área, o lateral chutou forte e balançou a rede do Dragão: 1 a 0. A bola passou por baixo do goleiro Márcio, que não conseguiu defender.

Em desvantagem, o Atlético se lançou de vez ao ataque para tentar o empate, mas a pontaria dos homens de frente não estava calibrada. O Inter, na base dos contra-ataques, também levava perigo. Bolatti, de cabeça, quase marcou. Depois foi a vez de Damião tentar de meia-bicicleta, mas a bola foi por cima do gol.

Diante da dificuldade dos dois times de penetrar na defesa adversária, a alternativa mais utilizada pelas equipes foi o chute de longa distância. Pelo lado colorado, Andrezinho e João Paulo tentaram, mas mandaram por cima. No Rubro-Negro, Marino arriscou da entrada da área de perna esquerda e a bola passou raspando.
Aos 48 minutos, Marcão, do Atlético, perdeu uma chance incrível de frente para o gol de Muriel. Apesar dos sustos até o fim, o Inter conseguiu segurar a vitória e está mais forte na briga por uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Grêmio Detona O Flamengo



Com o Estádio Olímpico completamente lotado , O Grêmio de André lima goleou o flamengo de Ronaldinho, ao vencer de virada por 4x2, com dois gols do Centro-avante André lima, meio campista Douglas , e do excluído Miralles o Grêmio venceu.


No começo do jogo , vaias muitas vaias para Ronaldinho, Que vamos combinar vaias merecidas.


Mas foi Ronaldinho quem começou assustando a torcida tricolor, numa cobrança de falta quase que perfeita, Se nao fosse o goleiro Victor trabalhando com o travessão, esse ódio que o torcedor do  Grêmio se tornaria maior do que ja é.


O Flamengo ja havia perdido várias chances de abrir o marcador, e o Grêmio por sua vez chegava dentro da área , e nao arrematava a gol.


O Castigo venho, numa boa jogada , e uma falha do maior "CÂNCER" do Grêmio nos últimos tempos , o zagueiro Rafael marques , resvalou e Deivid que nao tinha nada haver com isso, mando pro fundo das redes de Victor, Deixando o Olímpico meio queto.


Aos 35 minutos do primeiro tempo , parecia que o flamengo dava o golpe de misericórdia 
após boa jogada de Deivid, ele escora para Thiago neves , manda pro gol, e com um sutil desvio na defesa , tirando qualquer possibilidade de defesa de Victor, marcando o segundo gol no jogo.


Mas o Grêmio é Grêmio, E não Flamengo Ok Ronaldinho...


Em um bom toque de bola , André lima faz o que o Grêmio vinha fazendo pouco , bater a gol, e quando bateu fez o gol de desconto , O Grêmio ia para o vestiário, mais vivo do que nunca no jogo.


A Volta para o segundo tempo , mais vaias para aquele que merecia...


O Grêmio voltou com uma postura diferente, e logo aos 5 de segundo tempo, André Lima faz uma jogada extraordinária , poe a bola entre as pernas do marcador do flamengo e chuta de fora da área , no cantinho sem chances para felipe.


O Grêmio pressionava, o Flamengo se defendia como podia, Até o brilho da camisa 10 apareceu, qual camisa 10? Ué o único que eu vi em campo Douglas, aos 34 do segundo tempo faz o gol que dava vitória ao Grêmio, naquele momento.


Celso roth como sempre , com suas modificações sem lógica, Mas acertou ao colocar o Argentino Miralles , que fez um gol que poderia valer por 3, Miralles numa bomba, mandou no ângulo de felipe , decretando a vitória do Grêmio de virada do estádio olímpico.


Para a festa de mais de 45 mil , que foram a Azenha.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Grêmio quer Jonas de volta / ZERO HORA

Grêmio tenta repatriar Jonas
Começa por um novo ataque a montagem do Grêmio de 2012. Além de Kleber do Palmeiras, A direção sonha com oi retorno do atacante Jonas, Negociado com o Valência da Espanha, em Janeiro.
Somente o primeiro caso é admitido publicamente (Kleber) pelo diretor executivo Paulo Pelaipe.
Ele confirma contato com a direção do Palmeiras e com o empresário Giuseppe dioguardi, De quem ouviu o interesse de Kleber em atuar no Olímpico. O dirigente esclarece que a proposta será feita tão logo quanto o clube anuncie a sua intenção com o jogador, Afastado do grupo por determinação do técnico Luis Felipe Scolari. O flamengo, que havia feito uma investida em setembro, volta a ser concorrente.
Em relação a Jonas, As tratativas ainda se esboçam, sem provocar alarde que possam reverter em frustração para os torcedores em caso de insucesso. O primeiro contato foi feito em agosto. Empossado como diretor executivo, Pelaipe telefonou a Jonas para cumprimentá-lo pelo desempenho no Valência e pelas convocações a seleção brasileira.Dirigente que contratou o atacante em 2007 junto ao Santos, Também pergunto se ele não gostaria de voltar no ano que vem 2012.
A resposta foi polida. Jonas agradeceu pela lembrança, Mas disse que gostaria de atuar
pelo menos uma temporada inteira pelo valência. Empolgado por participar da Liga dos campeões , Afirmou que dificilmente sairia do clube espanhol em agosto. Só que Thiago Gonçalves, irmão de Jonas, e seu procurador deixou no ara uma esperança de acerto.

“ O Futebol é muito dinâmico, As coisas se resolvem de forma muito rápida. A Ida do Jonas para o valência ficou definida em três dias. Ficamos contentes com o interesse do Grêmio. Vamos ver como tudo se encaminha.

O Obstáculo não seria financeiro afirma Thiago. Mas do que dinheiro, o que move Jonas, neste momento e o desejo de destacar-se no cenário europeu e não fugir das observações do técnico mano Meneses na preparação do grupo para a copa do mundo. Ate agora ele foi convocado em para 5 amistosos.

Ainda que os gols não saiam com a mesma facilidade de 2010, seu desempenho é elogiado pelo técnico Unai Emery. Com uma função tática diferente em relação á desempenhada no Grêmio, Jonas atua mais recuado, destacando-se pelas assistências.

- Vamos fazer um time forte e competitivo para 2012. Faz 10 anos que o Grêmio não ganha um título de expressão nacional, O torcedor esta cansado.Precisamos fazer isso para ele, que é a razão do clube, Não podemos mais decepcionar. Disse Pelaipe.

domingo, 23 de outubro de 2011

Inter empata com o Corinthians


Há exatas duas semanas o Vasco chegou a Porto Alegre líder do Campeonato Brasileiro. Perdeu para o Inter, e voltou ao Rio de Janeiro na 2ª colocação. E neste domingo a história quase se repetiu. Novamente no Estádio Beira-Rio, o time treinado por Dorival Júnior derrubou uma equipe da liderança, mas não da maneira que esperava
O Inter saiu na frente com Nei, mas Alex - em cobrança de falta no fim da partida - empatou para o Corinthians. O resultado de 1 a 1 faz o Timão perder a liderança para o Vasco e mantém o Colorado fora do G-5. O placar foi lamentado pelos jogadores de Dorival Júnior e celebrado pela equipe do técnico Tite, que buscou a igualdade mesmo com um jogador a menos desde os 40 do primeiro tempo, quando Alessandro foi expulso.
O Inter vai para 48 pontos, e segue na 7ª colocação, desperdiçando a chance de encostar no G-5. O Corinthians tem 55, dois a menos que o Vasco, novo líder.
Pela 32ª rodada, o Corinthians recebe o desesperado Avaí no Pacaembu às 16h do próximo domingo. No mesmo dia, às 18h, o Inter visita o Atlético-GO no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.
Ralf, do Corinthians, disputa bola com Bolatti, do Inter, observados por Alessandro (Foto: Marcos Nagelstein/VIPCOMM)No Beira-Rio lotado, Inter vencia por 1 a 0, mas cedeu o empate (Foto: Marcos Nagelstein/VIPCOMM)
Equilíbrio
Quem ironiza o discurso característico de Tite em suas entrevistas utiliza-se da expressão "equilíbrio" como apoteose da paródia ao treinador do Corinthians. Afinal, ele sempre recorre a esta palavra para exemplificar o que deseja de sua equipe.
Mas não há motivos para piada caso Tite, ou Dorival Júnior, ou qualquer pessoa, diga que Inter e Corinthians enfrentaram-se em partida muito equilibrada, ao menos no primeiro tempo. Jogando em casa, apoiado por aproximadamente 40 mil colorados, o Inter até levou certa vantagem - teve 53% da posse e finalizou seis vezes - mas os números foram praticamente idênticos nos passes certos, nos passes errados, nos desarmes, nas faltas...
Quem desequilibrou, e impediu a vitória parcial do Inter, foram Julio Cesar e a pontaria colorada. Frente a um ofensivo adversário, muitas vezes posicionado sob as prerrogativas de um reinventado 4-2-4, o goleiro corintiano se viu obrigado a fazer duas boas defesas - nas demais chances, faltou mira na hora de concluir para Jô, Andrezinho e Oscar.
Criou-se, entretanto, uma boa perspectiva para o Inter. Aos 40 o lateral Alessandro derrubou Andrezinho com truculência, no campo de ataque, e recebeu cartão vermelho direto do árbitro Evandro Rogério Roman. No segundo tempo a pressão poderia ser incrementada pela vantagem numérica em campo.
Mais equilíbrio
Andrezinho, do Inter, em disputa de bola com Fábio Santos, do Corinthians (Foto: Marcos Nagelstein/VIPCOMM)Andrezinho, do Inter, em disputa com Fábio Santos,
do Timão (Foto:Marcos Nagelstein/VIPCOMM)
A expulsão no final do primeiro tempo levou os dois treinadores a tomarem iniciativas contrastantes no intervalo. Tite reconstituiu a defesa trocando o atacante Willian pelo lateral Weldinho, sistematizando uma espécie de 4-4-1 em duas linhas; e Dorival Júnior respondeu substituindo o volante Bolatti pelo driblador meia João Paulo, recuando Andrezinho para a proteção defensiva no 4-2-3-1 com cara de 4-2-4.
Mas o Corinthians não se intimidou com tamanhas dificuldades. Danilo, por exemplo, desperdiçou ao cabecear nas mãos de Muriel a primeira boa jogada do segundo tempo. Nada que fizesse, também, o Inter desistir da pressão elaborada por Dorival.
E o gol que premiou a insistência colorada saiu aos 21, em jogada dos laterais: Kleber cruzou, Nei atirou-se de cabeça para vencer Julio Cesar. A esta altura os corintianos já estavam contrariados com a arbitragem.
Quando anunciava-se a vitória colorada, com festa da torcida - apesar da expulsão de D'Alessandro, nos minutos finais - Alex marcou em cobrança de falta, aos 44. Ex-jogador do Inter, aplaudido na entrada em campo, ele respeitou o clube sem comemorar o empate do Corinthians.

sábado, 22 de outubro de 2011

Grêmio ridículo empata com o Rebaixado América


Não foi desta vez que o Grêmio alcançou a meta estabelecida pela diretoria para assegurar a permanência na primeira divisão. A equipe gaúcha vencia de virada, fora de casa e com um jogador a mais desde o primeiro tempo, mas volta de Sete Lagoas frustrada pelo desfecho da partida. Neste sábado, América-MG e Grêmio ficaram no empate por 2 a 2, na Arena do Jacaré. Thiago Carleto marcou de falta, André Lima - duas vezes - colocou o Tricolor à frente, mas o zagueiro Anderson igualou no final. Marcos Rocha foi expulso.
Com o empate, o Grêmio soma 43 pontos, provisoriamente na 9ª colocação. A vitória levaria o time gaúcho aos 45 considerados suficientes para fugir do rebaixamento. O América-MG permanece na lanterna: é o 20º do Campeonato Brasileiro, com 25.
Pela 32ª rodada, os gaúchos recebem o Flamengo no Estádio Olímpico às 16h de domingo, 30 de outubro. No mesmo dia, às 18h, os mineiros visitam o Coritiba no Couto Pereira.
Quase
Embora fora de casa, o Grêmio não se constrangeu na Arena do Jacaré. Pelo contrário. Aproveitando-se da baixa presença de público, foi o time gaúcho que se propôs ao controle do primeiro tempo.
Com alta posse de bola - o índice ultrapassou 65% - e muitos passes trocados, entretanto, o Grêmio não conseguiu ultrapassar com intensidade o sistema defensivo do América-MG. E teve a falta de velocidade punida com o gol de Thiago Carleto, em forte cobrança de falta. A bola caiu antes de chegar a Victor, bateu no gramado molhado pela chuva insistente e surpreendeu o goleiro gremista, aos 11 minutos.
Coube ao Grêmio manter a estratégia inicial, posicionado no campo adversário, mas adicionando agressividade ao ataque. Escudero já havia perdido um gol (quase) imperdível, quando perseverava o 0 a 0 inicial, mas André Lima empatou concluindo com certa coragem uma bola dividida entre ele, o goleiro Neneca e um zagueiro - aos 34, dois minutos depois da expulsão de Marcos Rocha, pelo segundo cartão amarelo.
Porém, o próprio André Lima desperdiçou outra oportunidade clara. Aquele mesmo piso enlameado que enganara Victor desta vez desarmou o centroavante, prendendo a bola e fazendo o jogador do Grêmio perder o tempo ideal para o chute. O Grêmio encerrava a etapa quase vitorioso - e com boa perspectiva - mas também quase novamente surpreendido: Anderson cabeceou no travessão após cobrança de escanteio.
Quase, de novo
Temendo perder Fernando, amarelado no primeiro tempo, Celso Roth trocou-o pelo zagueiro Edcarlos no intervalo, passando Gilberto Silva ao meio-campo. O treinador do Grêmio fez boa análise da equipe até então, ligando a posse de bola restrita ao espaço entre as intermediárias e o número reduzido de finalizações - foram 7, apenas três claras. Ele pediu mais velocidade aos jogadores:
- Ter o controle do jogo não significa ter a posse de bola para o lado. Ter o controle do jogo significa ter a posse na direção do gol.
E o Grêmio encontrou o caminho idealizado por Roth. Aos 6, a bola cruzada desta vez driblou o barro. Caiu na grama. Sem a interferência do piso, André Lima conseguiu dominar, fez o segundo dele no jogo - o sétimo na competição - e virou para 2 a 1.
Confirmava-se a boa perspectiva para os gremistas. No segundo tempo, a posse de bola voltou a beirar os 65%, e a equipe tratou de fazer o tempo passar trocando passes, aproveitando a vantagem do jogador a mais. Givanildo Oliveira recorreu ao veterano centroavante Fábio Júnior e condicionou o time à pressão aérea. Deu certo: aos 41, de cabeça, Anderson fez o 2 a 2. Ficou no quase para o Grêmio.

domingo, 16 de outubro de 2011

Inter vence o Avai de Virada

x



Para se resumir um camisa 10, pegue-se a atuação de Andrés D’Alessandro no segundo tempo da vitória de 4 a 2 do Inter sobre o Avaí. Peguem-se a movimentação, os dribles e as arrancadas. Peguem-se os dois gols. Pegue-se o passe para mais um. O argentino acabou com o jogo em 45 minutos na tarde deste domingo, virou um jogo que tinha ares de tragédia para os colorados, aproximou o time gaúcho da zona da Libertadores e complicou de vez a vida dos catarinenses.
Foi uma das maiores atuações de D’Alessandro pelo Inter. O Colorado saiu perdendo no primeiro tempo, empatou com o argentino, voltou a ficar em desvantagem e alcançou nova igualdade com outro gol do camisa 10. Kleber, em passe do gringo, e Nei, cobrando falta, fecharam o placar. Robinho e William fizeram para o Avaí.
O resultado ergue o Inter na tabela. Já são 47 pontos, ainda em sétimo, mas agora a três pontos da zona de classificação para a Libertadores – dependendo ainda do resultado do jogo entre São Paulo e Atlético-GO. O Avaí, com 26, segue em penúltimo.
 
Avaí na frente
Se Jô fosse um centímetro mais alto, se o passe de João Paulo fosse um centímetro mais baixo, se o zagueiro estivesse um centímetro mais longe, sabe-se lá como teria sido o primeiro tempo no Beira-Rio. Detalhes tão grandes. O centroavante não alcançou a bola cedo no jogo, logo com dois minutos, e perdeu a chance de colocar o Inter em uma vantagem que, dado o desespero do Avaí, poderia ser conclusiva. Mas não aconteceu. E quem fechou a etapa inicial na frente foi o time catarinense.
O Avaí ofereceu ao Inter uma overdose de seu maior veneno: saída rápida, envolvendo o trio Robinho, Cleverson e William, geralmente pelo lado direito de ataque. Aconteceu repetidas vezes. Na primeira delas, a bola entrou. Cleverson cruzou para Robinho, na pequena área, desviar para o gol.
Eram oito minutos. O Inter tinha uma eternidade para buscar o empate e alicerçar a virada. Mas gastou o tempo tropeçando nas próprias pernas.O trio de articulação esteve embolado – e bem marcado. João Paulo mais errou do que acertou. D’Alessandro correu, correu, correu, mas não produziu o habitual. Andrezinho foi o mais sóbrio na região, mas não o suficiente para levar a equipe a marcar.
Depois de fazer o gol, o Avaí aumentou a carga de marcação, firmou passo mais firme no campo de defesa. O Inter tomou conta do gramado. Poderia ter empatado com João Paulo, que chutou fraco, com Andrezinho, que mandou cobrança de falta no ângulo (Felipe espalmou), com D’Alessandro, que bateu para fora, com Jô, que girou por cima. Poderia, mas não fez. E o Avaí foi para o vestiário com a vitória parcial.
Só D'Alessandro salva
Dorival Júnior tinha uma arma na reserva. A exigência de uma virada convenceu o treinador a fazer Oscar migrar do banco para o campo. O jogador da Seleção Brasileirou entrou no lugar de Andrezinho. Mas quem resolveu tomar conta do jogo foi D’Alessandro.
E quando D’Alessandro toma conta de um jogo, não faz pouca coisa. Com sete minutos, o argentino encaixou o corpo para cobrança de falta pelo lado direito de ataque. Ele desviou a bola da barreira e fez com que ela morresse no canto inverso. Era o empate vermelho.
D’Alessandro, D’Alessandro e mais D’Alessandro. O gol carregou no colo outras duas chances protagonizadas pelo camisa 10. Na primeira, ele cruzou da direita para Jô, muito mal no jogo, cabecear para fora; na segunda, recebeu de João Paulo e bateu por cima. Quase.
Estava armada a estrutura da virada colorada. E ela desabou feito um castelo de cartas. Em uma rara escapulida ao ataque, o Avaí foi presenteado com um pênalti. Guiñazu derrubou Leandrinho na área. William mandou uma pancada para recolocar a equipe visitante na frente.
Só D’Alessandro poderia salvar o Inter. Ninguém mais. Oscar encontrou o argentino na entrada da área. Ele olhou para o gol com olhos de quem vai marcar. E marcou. Chute de canhota, forte, certeiro: novo empate no Beira-Rio.
Empate? Empate coisa nenhuma. D’Alessandro, sempre D’Alessandro, eternamente D’Alessandro, pegou a bola pelo lado esquerdo, como se fosse lateral, e viu a entrada de Kleber, como se fosse meia. O passe encontrou o camisa 6. O camisa 6 encontrou o gol. Incrível: o Inter virava no Beira-Rio.
E tinha mais. Não de D’Alessandro, porque nem tudo precisa ser dele. Nei, em cobrança de falta, ampliou o placar, assassinou os temores vermelhos, alimentou as esperanças. A Libertadores está visível na frente do Inter. E o Inter tem Andrés D’Alessandro.